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Osteoporose: fatores de risco, causas e formas de prevenção | G1

Perda progressiva de massa óssea aumenta a vulnerabilidade a fraturas. Menopausa precoce, histórico familiar, sedentarismo e uso prolongado de corticoides estão entre os fatores de risco.

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Osteoporose: entenda os fatores de risco e saiba como prevenir a doença que enfraquece os ossos — Foto: Adobe Stock

A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da condição, estão o histórico familiar, as alterações hormonais, o baixo peso corporal, a falta de atividade física e a ingestão insuficiente de cálcio.

Segundo o Ministério da Saúde e a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) , a doença pode estar relacionada tanto a fatores que não podem ser modificados, como antecedentes familiares e menopausa precoce, quanto a hábitos que podem ser alterados, como tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo.

A perda de massa óssea compromete a resistência dos ossos e os torna mais vulneráveis a fraturas, especialmente em situações de queda. Entre as condições que podem indicar maior risco, estão histórico de fratura de quadril na família e alterações hormonais.

O International Osteoporosis Foundation (IOF) também alerta que determinadas doenças, como diabetes, artrite reumatoide e hipertireoidismo, podem comprometer a saúde óssea. O uso prolongado de medicamentos à base de corticoides e alguns tratamentos contra o câncer também estão associados à perda de massa óssea.

Quais são os principais fatores de risco para osteoporose?

O IOF divide os fatores associados à doença entre aqueles relacionados ao estilo de vida e os que envolvem condições hormonais, histórico familiar, doenças e tratamentos médicos.

Histórico familiar: pessoas cujos pais sofreram fratura de quadril apresentam maior risco de desenvolver osteoporose e sofrer fraturas. Ter familiares com costas curvadas ou histórico importante da doença também pode indicar maior vulnerabilidade.

Baixo peso corporal: índice de massa corporal (IMC) inferior a 19 kg/m² está associado a maior risco. Nas mulheres, o baixo peso pode reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a proteger os ossos.

Sedentarismo: a falta de atividade física contribui para a perda óssea e muscular. Exercícios que envolvem sustentação de peso e fortalecimento muscular ajudam a preservar ossos e músculos.

Baixa ingestão de cálcio: pessoas que evitam leite e derivados, sem obter o mineral de outras fontes, podem apresentar deficiência de cálcio.

Deficiência de vitamina D: a vitamina é necessária para a absorção do cálcio pelo organismo. A exposição insuficiente à luz solar pode comprometer sua produção.

Tabagismo: fumar, ou ter fumado anteriormente, pode afetar negativamente a saúde dos ossos.

Consumo excessivo de álcool: além de prejudicar a saúde óssea, aumenta a possibilidade de quedas e, consequentemente, de fraturas.

Quedas frequentes: pessoas que caíram mais de uma vez no último ano apresentam maior risco de sofrer fraturas.

O IOF destaca que a combinação de hábitos saudáveis e estratégias para prevenir quedas pode ajudar a reduzir esses riscos.

Menopausa e alterações hormonais aumentam o risco?

As alterações hormonais estão entre os fatores que mais influenciam a saúde óssea, especialmente nas mulheres.

O estrogênio desempenha um papel protetor sobre os ossos. Com a chegada da menopausa, a produção desse hormônio diminui, acelerando a perda de massa óssea.

Segundo o IOF, mulheres que entram na menopausa antes dos 45 anos apresentam maior risco de desenvolver osteoporose, justamente porque a redução dos níveis de estrogênio ocorre mais cedo.

Outras situações relacionadas à diminuição desse hormônio também merecem atenção.

A interrupção da menstruação por 12 meses consecutivos ou mais, quando não está relacionada à gravidez, menopausa ou retirada do útero, pode indicar baixa produção de estrogênio e maior risco de osteoporose.

A retirada dos ovários antes dos 45 anos, sem terapia de reposição hormonal, também representa um fator de risco. Isso ocorre porque os ovários são responsáveis pela produção de estrogênio.

Nos homens, a testosterona desempenha um papel semelhante na proteção da saúde óssea. Níveis reduzidos desse hormônio podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

O IOF aponta que sintomas associados à baixa testosterona, como diminuição da libido e impotência, podem indicar alterações hormonais que merecem investigação.

O Ministério da Saúde recomenda que mulheres que entraram na menopausa procurem avaliação médica. O material também orienta a realização de densitometria óssea a partir dos 45 anos.

Quais doenças podem favorecer a perda de massa óssea?

Além das alterações hormonais, determinadas condições de saúde podem aumentar o risco de osteoporose e fraturas.

Artrite reumatoide: tanto a própria doença quanto o uso de corticosteroides para controlá-la podem contribuir para o desenvolvimento de osteoporose.

Diabetes: os tipos 1 e 2 estão associados ao aumento do risco de fraturas.

Hipertireoidismo e hiperparatireoidismo: essas alterações hormonais podem provocar perda óssea e favorecer o desenvolvimento da doença.

Doenças digestivas : condições como doença de Crohn, colite ulcerativa e doença celíaca podem comprometer a absorção de nutrientes, incluindo o cálcio, essencial para a saúde dos ossos.

Segundo o IOF, no caso da doença celíaca, a adesão consistente a uma dieta sem glúten pode evitar prejuízos à saúde óssea no longo prazo.

Uso prolongado de corticoides também pode provocar osteoporose?

O uso de determinados medicamentos é outro fator que merece atenção. Os glicocorticoides, conhecidos como corticoides, são utilizados no tratamento de doenças como asma, artrite reumatoide e outras condições inflamatórias.

De acordo com o IOF, o uso desses medicamentos por mais de três meses consecutivos pode provocar perda de massa óssea.

A redução tende a ser mais rápida nos primeiros três a seis meses de tratamento.

O IOF também alerta para os efeitos de tratamentos contra o câncer de mama e de próstata.

Algumas dessas terapias atuam reduzindo a produção ou a ação de hormônios, o que pode contribuir para a perda óssea.

Outros tratamentos oncológicos, como quimioterapia, radioterapia e uso de corticosteroides, também podem afetar negativamente a saúde dos ossos.

A prevenção passa principalmente pela adoção de hábitos que ajudam a preservar a massa óssea e a reduzir o risco de fraturas.

O Ministério da Saúde destaca a importância de manter uma alimentação rica em cálcio, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o cigarro e limitar o consumo de álcool.

O cálcio é um dos minerais mais importantes para a formação e manutenção dos ossos. Entre suas principais fontes alimentares estão leite, iogurtes e queijos.

O ministério cita como referência alimentar o consumo diário de dois copos de leite desnatado e uma fatia de queijo branco. Também recomenda a ingestão de verduras de folhas escuras, como brócolis, espinafre e couve.

O IOF orienta que pessoas com intolerância ou alergia a laticínios busquem fontes alternativas de cálcio para garantir uma ingestão adequada do mineral.

Outro nutriente essencial é a vitamina D, responsável por favorecer a absorção do cálcio pelo organismo.

Sua produção ocorre na pele após a exposição aos raios ultravioleta B (UVB) do sol.

O Ministério da Saúde recomenda exposição solar moderada e o IOF orienta atenção à ingestão e aos níveis de vitamina D, com suplementação quando necessária.

A prática de exercícios físicos também é considerada fundamental.

A IOF recomenda atividades de 30 a 40 minutos, de três a quatro vezes por semana, incluindo exercícios de sustentação de peso e resistência muscular.

Caminhada, corrida e musculação estão entre as atividades que podem contribuir para fortalecer ossos e músculos.

Além disso, os exercícios ajudam a melhorar o equilíbrio e a força muscular, reduzindo a possibilidade de quedas.

Por que prevenir quedas é tão importante?

As quedas são a principal causa de fraturas, segundo o IOF. E em pessoas com osteoporose, o enfraquecimento dos ossos aumenta a vulnerabilidade a essas lesões.

O IOF considera que indivíduos que sofreram mais de uma queda no último ano apresentam maior risco de fratura e devem dar atenção especial às medidas preventivas.

O Ministério da Saúde destaca ainda que mudanças simples dentro de casa podem tornar o ambiente mais seguro, especialmente para pessoas com maior risco de quedas.

Quarto: ajustar a altura da cama para que a pessoa consiga apoiar os pés no chão ao sentar-se e manter interruptores de luz próximos à cama ou utilizar um abajur.

Móveis: utilizar mesas de cabeceira com bordas arredondadas, preferencialmente fixadas à parede ou ao chão, para evitar deslocamentos quando usadas como apoio.

Pisos e tapetes: dar preferência a pisos antiderrapantes em áreas molhadas e evitar tapetes soltos, substituindo-os por modelos de borracha ou antiderrapantes.

Escadas: instalar corrimãos com altura média de 80 centímetros e utilizar fitas antiderrapantes nos degraus.

Iluminação: manter os ambientes bem iluminados para facilitar a circulação e diminuir a possibilidade de acidentes.

Além das adaptações domésticas, exercícios que melhorem a força muscular, o equilíbrio e os reflexos ajudam a reduzir o risco de quedas.

O IOF também recomenda que as pessoas reavaliem regularmente seus fatores de risco, especialmente quando apresentam condições médicas ou fazem tratamentos que podem comprometer a saúde óssea.

O Ministério da Saúde ressalta também que o diagnóstico da osteoporose e a indicação de tratamentos devem ser realizados por profissionais de saúde devidamente habilitados.

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Saturday, October 17, 2026

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