Ataque russo contra ônibus na Ucrânia deixa 30 mortos | G1
Veículo foi atingido em Kramatorsk, região no leste ucraniano que fica próxima à linha de frente de batalha local da guerra, segundo autoridades locais. Ucrânia fala em ataque deliberado a civis. Rússia não se pronunciou.
Carcaça de ônibus em chamas após ataque russo em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, em 8 de outubro de 2026. — Foto: Divulgação/Vadym Filashkin
A Rússia bombardeou nesta quinta-feira (8) um ônibus com civis na Ucrânia em uma rua movimentada , segundo o governo ucraniano. O ataque, com uma bomba de precisão , deixou 33 mortos e 18 feridos , entre passageiros e pedestres, informaram autoridades locais.
O ataque ocorreu em Kramatorsk, cidade no leste da Ucrânia próxima a uma frente de batalha da guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há quatro anos e meio. Dois ônibus com civis circulavam na rua atingida pelo bombardeio, informou a polícia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o veículo alvejado estava em um ponto de ônibus .
O veículo pegou fogo ( veja na imagem acima ). Imagens do local divulgadas pela polícia ucraniana mostraram corpos espalhados e a rua repleta de destroços.
👉 Segundo a Polícia Nacional da Ucrânia, a Rússia utilizou uma bomba aérea de precisão UMPB D-30SN no ataque . Esse tipo de bomba já havia sido usado em 2024 por Moscou para ofensivas contra alvos específicos, o que, na avaliação do governador de Donetsk, Vadym Filashkin, reforça a intenção de alvejar civis.
"Os russos atacam deliberadamente civis", disse Filashkin. "Para eles (os russos), um ônibus com passageiros é um alvo atraente justamente porque um único ataque pode matar o maior número possível de pessoas. Essas não são ‘consequências da guerra’. São pessoas mortas pelo Exército russo”.
O governo russo ainda não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem. Moscou costuma dizer que não alveja civis em seus ataques contra a Ucrânia.
Filashkin afirmou que suspendeu o transporte público em Kramatorsk e em Sloviansk por causa do ataque russo.
Carcaça de ônibus alvejado por ataque da Rússia em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, em 8 de outubro de 2026. — Foto: Governo de Donetsk
Destroços de ônibus em chamas e cadáveres em rua em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, após ataque aéreo russo em 8 de outubro de 2026. — Foto: Divulgação/Polícia Nacional da Ucrânia
O Exército russo intensificou, nos últimos dias, ataques com drones e bombas guiadas contra Kramatorsk e outras cidades da região, que ficam no chamado “cinturão de fortalezas” da Ucrânia.
A área é chamada assim por ser estratégica para as forças de defesa ucranianas no leste da Ucrânia — a região onde a Rússia concentra seus ataques desde o início da guerra. Antes mesmo do conflito, o governo de Vladimir Putin já falava em anexar o território.
Na quarta (7), um bombardeio atingiu um edifício residencial em Pryluky, o que Zelensky chamou de "presente de aniversário do Exército russo para Vladimir Putin" . Ao todo, 22 pessoas morreram no ataque , incluindo cinco crianças , e outras 54 ficaram feridas, segundo atualizou nesta quinta o líder ucraniano.
Nos últimos dias, Putin afirmou que puniria a Ucrânia por conta dos bombardeios realizados contra refinarias de petróleo russas e deu a entender que intensificaria os bombardeios quase diários contra o território ucraniano.
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