Eleição nos EUA: apuração em tempo real mostrará se Trump terá maioria | G1
Página especial do g1 vai mostrar como está a disputa para a Câmara, o Senado e governo estaduais norte-americanos. Midterms estão marcadas para 3 de novembro.
Os americanos vão às urnas na príxima terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, as midterms . O g1 preparou uma página especial para que o leitor possa acompanhar a cobertura da disputa e a apuração dos votos em tempo real.
▶️ Contexto: Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms.
Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.
Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.
No g1 , uma página especial terá mapas que vão mostrar como está a apuração em todo o país para a Câmara, Senado e governo estadual. Também será possível detalhar como está a disputa em cada estado.
Mapa de página especial do g1 mostra a apuração das midterms nos EUA — Foto: Reprodução
Para saber, por exemplo, quem são os candidatos que disputam as eleições no Texas, basta clicar no estado. A ferramenta vai mostrar o desempenho de cada concorrente e o avanço da contagem dos votos por condado.
Mapa mostra exemplo da apuração para o Senado no Texas — Foto: Reprodução
A ferramenta também vai mostrar quantas cadeiras cada partido ainda precisa conquistar para alcançar a maioria na Câmara ou no Senado. À medida que os resultados forem sendo divulgados, uma barra vai mostrar como está o placar de cada partido.
Um partido precisa eleger mais de 50 senadores para ter maioria no Senado.
A legenda que eleger 218 deputados ou mais terá o controle da Câmara.
Trabalhadores eleitorais participam do processo de contagem de votos para a eleição presidencial dos EUA de 2024 no dia da eleição — Foto: Patrick T. Fallon / AFP
Os Estados Unidos não têm um órgão que centralize a apuração, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil. Cada estado tem autonomia para organizar as eleições, e os procedimentos de votação e contagem dos votos podem variar pelo país.
Em alguns estados e condados, a votação é feita em cédulas de papel, enquanto outros utilizam urnas eletrônicas. Também é possível votar pelo correio.
Diante dessa complexidade, a apuração dos votos nos Estados Unidos pode levar dias, já que cada estado faz a própria contagem. Ou seja, o público pode ter que esperar até depois de 3 de novembro para saber qual partido terá maioria na Câmara e no Senado.
Nesse cenário, o papel da imprensa é fundamental. A projeção de vencedores antes da contagem oficial é feita por veículos de imprensa — o g1 e a Globo, como a maioria das redes internacionais, adotam os dados da Associated Press (AP).
Há 180 anos, a AP atua na cobertura e na apuração dos resultados das eleições americanas. A agência conta com cerca de 4.000 repórteres espalhados pelos distritos eleitorais e escritórios eleitorais dos condados do país para checar dados.
As informações são coletadas de forma padronizada e analisadas com base em uma série de fatores, o que permite que a agência anuncie vencedores com segurança.
A AP não faz diretamente a contagem manual dos votos depositados nas urnas. Esse trabalho é realizado pelas autoridades eleitorais locais responsáveis pela administração das eleições em cada estado americano.
Além disso, a Associated Press pode declarar um vencedor em determinado estado antes mesmo de 100% dos votos serem contados.
Para isso, uma equipe de análise avalia os dados para determinar se o candidato que está na frente já tem uma vantagem que não pode ser revertida. Entre os fatores considerados estão:
Trump faz campanha no Texas — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
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