Painel debate potencial dos fitoterápicos amazônicos para a bioeconomia | G1
No Inova Amazônia Summit 2026, especialistas abordaram biodiversidade, regulação e a conexão entre ciência, empreendedorismo e mercado.
Painel “Fitoterápicos da Floresta: Oportunidades para a bioeconomia e o desenvolvimento sustentável” debateu potencial dos fitoterápicos amazônicos para impulsionar bioeconomia. — Foto: João Henrique Silva
A riqueza da biodiversidade amazônica e os caminhos para transformar recursos da floresta em produtos, negócios e oportunidades de desenvolvimento sustentável foram debatidos durante o Inova Amazônia Summit 2026, na Universidade Federal do Acre (Ufac).
O painel reuniu especialistas para discutir o potencial dos recursos naturais da Amazônia no desenvolvimento de fitoterápicos, além de desafios regulatórios, certificação e aproximação entre academia, empreendedores e comunidades.
Os participantes destacaram que, apesar da ampla biodiversidade brasileira, ainda existem dificuldades para transformar esse patrimônio natural em produtos disponíveis no mercado e em escala competitiva.
Professor e pesquisador, José Carlos Tavares destacou a dimensão da biodiversidade amazônica. — Foto: João Henrique Silva
Entre os pontos debatidos estiveram o processo de registro de fitoterápicos, a padronização de ativos da biodiversidade e as oportunidades para novos negócios ligados à floresta.
Questão regulatória também foi apontada por Rafael Rosa como um dos principais desafios para quem pretende desenvolver fitoterápicos no país. — Foto: João Henrique Silva
O painel também ressaltou a necessidade de aproximar conhecimento científico, mercado e empreendedorismo para que soluções desenvolvidas a partir da biodiversidade amazônica possam alcançar escala e competitividade.
Fitoterápicos são produtos desenvolvidos a partir de plantas medicinais, que possuem substâncias com propriedades capazes de produzir efeitos terapêuticos no organismo. — Foto: Pedro Nascimento
Como exemplo, foi apresentada a startup Amazon Bioprotein, criada em Macapá (AP), com proposta de transformar a biodiversidade amazônica em produtos voltados à alimentação e à qualidade de vida, utilizando o cariru como matéria-prima.
Amazon Bioprotein nasceu com a proposta de transformar a biodiversidade amazônica em produtos voltados à alimentação e à qualidade de vida. — Foto: Pedro Nascimento
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