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Delcy Rodríguez usa broche com Essequibo anexada à Venezuela | G1

Venezuela reivindica a região, rica em petróleo e outros minerais, pertencente à Guiana, mas comunidade internacional rejeita apelo de Caracas. Presidente interina mencionou questão territorial em sua fala.

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Delcy Rodríguez discursa como presidente interina da Venezuela na Assembleia Geral da ONU em 23 de setembro de 2026 — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

A presidente interina da Venezuela , Delcy Rodríguez, subiu ao púlpito da Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (23) com um broche semelhante a um mapa da Venezuela, com a região de Essequibo anexada.

Essequibo é um território que pertence à Guiana, mas reivindicado pela Venezuela. Caracas formalizou essa reivindicação em 2023, quando o então presidente Nicolás Maduro fez um referendo para incorporar a região e promulgou uma lei que cria uma província do país no território.

A partir de então, o regime chevista passou a adotar um mapa oficial mostrando Essequibo como parte da Venezuela.

A comunidade internacional rejeita a visão da Venezuela e considera Essequibo como parte da Guiana.

Rodríguez fez uma referência à reivindicação durante seu discurso na ONU :

"Não posso deixar de mencionar (...) nossa reafirmação dos direitos históricos da Venezuela sobre a região do Essequibo e nosso apelo à República Cooperativa da Guiana para que resolva a situação e retome as negociações, conforme estipulado pelo Acordo de Genebra. Os acordos que perduram são aqueles que surgem de negociações bilaterais, e não aqueles que envolvem organizações externas", disse a presidente interina.

A Venezuela contesta a Sentença Arbitral de Paris, de 3 de outubro de 1899, que definiu a fronteira entre o país e a então Guiana Britânica.

Localizado na parte mais a oeste do território da Guiana, a região de Essequibo ocupa 159 mil km² e representa cerca de 70% do território do país . Trata-se de uma área maior que o estado do Ceará e a Inglaterra.

Em 2015, foram encontradas grandes reservas de petróleo na região. Estima-se que na Guiana haja o equivalente a 11 bilhões de barris, parte significativa deles "offshore", ou seja, no mar, perto de Essequibo. Em consequência do boom do petróleo, a Guiana é o país sul-americano cuja economia mais cresce nos últimos anos.

No entanto, a região passou a ser cobiçada pelo governo da Venezuela que afirma ter direito sobre o território. Em 3 de dezembro, um plebiscito para a anexação do estado chamado pelos venezuelanos de "Guiana Essequiba" foi aprovado por 95% dos eleitores presentes. O comparecimento equivale a metade dos eleitores venezuelanos.

Em estado de alerta, as Forças Armadas ampliaram a presença de militares brasileiros nas duas fronteiras com a Venezuela e com a Guiana. Isto porque seria necessário que tropas venezuelanas passassem pelo norte de Roraima em caso de confronto. O território brasileiro faz fronteira tanto com a Guiana quanto com a Venezuela.

As tensões continuaram escalando. Em 7 de dezembro, os Estados Unidos anunciaram exercícios militares na Guiana, inclusive em Essequibo. No dia seguinte, o presidente venezuelano Nicolás Maduro assinou decretos para incorporar o território.

Região de Essequibo, em disputa pela Venezuela e Guiana, e a fronteira do Brasil no estado de Roraima — Foto: Arte g1

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Saturday, October 24, 2026

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