Ex-militar é 'maníaco' e 'merece' ser executado por fuzilamento, diz Trump; EUA planejam transmitir ao vivo | G1
Nidal Hasan foi condenado por matar 13 pessoas a tiros em uma base militar no Texas. Esta será a primeira execução pública nos EUA em 90 anos. ONU diz que transmitir execução é forma de 'tortura'.
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , chamou nesta sexta-feira (9) de "maníaco" o ex-militar norte-americano que será executado por fuzilamento em dezembro, e disse que ele "merece" morrer dessa maneira.
Nidal Hasan foi condenado à morte por matar 13 pessoas e ferir dezenas em um atentado na base militar de Fort Hood, no Texas. Ele será executado por fuzilamento em dezembro em uma transmissão ao vivo , segundo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. Esta será a primeira execução pública nos EUA em 90 anos.
"Hoje em dia, se você fica dois dias na cadeia, já é muito. Hoje, você pode fazer praticamente qualquer coisa e nada acontece. Mas estamos mudando isso, como vocês estão vendo. Vamos aplicar a pena de morte a um homem que matou 14 soldados há alguns anos. Pena de morte por fuzilamento. E ele merece. Matou e feriu muitas, muitas pessoas. É um maníaco", afirmou Trump em evento na Casa Branca.
Nesta semana, Trump autorizou pessoalmente a execução de Hasan, algo que a Constituição dos EUA exige para a execução de um militar ou ex-militar. Leia mais sobre o caso abaixo.
Execução por fuzilamento será transmitida ao vivo
Imagem de Hasan divulgada pelas autoridades em 2012 — Foto: Bell County Sheriff's Office/Reuters
O secretário de Defesa dos Estados Unidos , Pete Hegseth, afirmou na quinta-feira (8) que o público poderá assistir à execução de Nidal Hasan . A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento.
Em entrevista ao canal de TV Real America's Voice, Hegseth disse que o exército vai garantir que as pessoas possam acompanhar a execução. Segundo ele, a exposição pública serviria para mostrar que crimes deste tipo têm consequências graves nos EUA.
Ainda não está claro se haverá espectadores no local ou se a execução será transmitida pela internet ou pela televisão.
Questionado sobre se Hasan havia feito algum pedido final ou entrado em contato com o governo Trump, Hegseth respondeu apenas:
“Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro.”
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmou que transmitir ao vivo o fuzilamento de um condenado à morte é uma forma de "tortura".
"Como o Alto Comissariado ressaltou em reação às execuções públicas no Afeganistão e no Irã, as execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante", afirmou o escritório do Alto Comissariado em mensagem enviada à AFP.
A última execução pública no país ocorreu em 1936, no Kentucky. Na ocasião, Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão.
O caso marcaria o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1945. O último aconteceu com o soldado Eddie Slovik, morto na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a emissora NPR.
A última execução de um militar dos Estados Unidos ocorreu em 1961, quando John A. Bennett foi enforcado no Kansas, após ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.
O fuzilamento é um método raro de execução no país . Apenas cinco estados — Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah — autorizam essa prática, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução por fuzilamento. Foi a primeira vez em 15 anos que o método foi usado nos Estados Unidos.
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