Filho relembra a mãe, uma das vítimas de desabamento de gruta no TO | G1
Desabamento aconteceu há dez anos, durante uma celebração pelo Dia de Todos os Santos, tradição realizada há mais de 50 anos no interior do estado.
Dez anos após desabamento de gruta que matou dez pessoas durante celebração religiosa, familiares ainda convivem com a dor da perda em Santa Maria do Tocantins, na região nordeste.
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Entre as vítimas estava Domingas Pereira Guimarães de Sousa, que tinha 56 anos na época. Mãe de dez filhos, ela era conhecida pela devoção religiosa e por manter a família unida. No dia do acidente, estava perto do altar, segundo o filho, Edison Pereira de Sousa.
“Minha mãe era o alicerce da família, o alicerce dos filhos, dos netos”, disse ao g1 Tocantins.
A tragédia aconteceu em 2016, quando moradores estavam reunidos na região conhecida como Casa de Pedra, a cerca de 10 km de Santa Maria do Tocantins, para celebrar o Dia de Todos os Santos. Durante o encontro religioso, a estrutura desabou e matou dez pessoas.
Segundo Edison, a mãe participava das celebrações na Casa de Pedra e costumava permanecer no local até o fim das orações.
“Conviver com esse luto não é fácil. Até hoje é muito difícil, é muito doloroso, porque uma mãe igual a ela é raro, difícil de se ter”, afirmou.
Em homenagem às vítimas, uma missa será celebrada neste dia 1º de novembro, às 19h30, na Paróquia Jesus de Nazaré. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Assistência Social. A igreja é vinculada à Diocese de Miracema do Tocantins.
Tradição que perdurava há 100 anos foi interrompida após desabamento — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
O padre Nelson de Freitas Rodrigues, que está no município há três anos, informou que o sacerdote que atuava em Santa Maria do Tocantins na época do acidente foi convidado para presidir a celebração. Segundo ele, a homenagem às vítimas deve ocorrer após a missa, na mesma data.
As celebrações religiosas na Casa de Pedra foram interrompidas após o desabamento. De acordo com Edison, a gruta continua interditada e as missas não voltaram a ser realizadas no local.
Gruta permanece interditada — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
O desabamento ocorreu na manhã de 1º de novembro de 2016, quando cerca de 50 pessoas estavam reunidas na gruta para celebrar o Dia de Todos os Santos, uma tradição que existia havia mais de 50 anos no município.
Dez pessoas morreram, entre elas duas crianças e oito adultos. Outras sete ficaram feridas e foram encaminhadas a hospitais da região e de Palmas. Na época, equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Secretaria da Segurança Pública atuaram no resgate das vítimas.
Fiéis na gruta no ano de 2005; celebração era tradição há mais de 50 anos na cidade — Foto: Unitins/NUTA/Divulgação
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre a Rede Anhanguera e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Edson Reis.
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