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Reintegração de posse desocupa comunidade terapêutica em Caçapava | G1

Comunidade atendia cerca de 50 pessoas; entidade afirma que foi vítima de golpe de uma pessoa que se apresentava como advogado e teria recebido mais de R$ 885 mil.

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Reintegração de posse desocupa comunidade terapêutica em Caçapava — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Uma reintegração de posse desocupou nesta quinta-feira (10) o terreno onde funcionava uma comunidade terapêutica na zona rural de Caçapava . A instituição, chamada Há Uma Esperança, atendia pessoas em situação de rua, dependentes químicos e um paciente em tratamento contra o câncer.

Os atendidos já haviam deixado o local na quarta-feira (9), e a retirada dos móveis ocorreu sem resistência.

A comunidade ocupava o terreno por meio de um contrato de comodato, uma espécie de empréstimo. O proprietário pediu a devolução do imóvel na Justiça, e a reintegração de posse foi mantida após o processo chegar ao fim.

Segundo a advogada que atualmente representa a comunidade, durante parte do processo a entidade foi defendida por uma pessoa que se apresentava como advogado, mas não tinha registro na OAB.

“A comunidade foi defendida por um falso advogado, uma pessoa que não tem registro na OAB. A comunidade perdeu, além de dinheiro, prazos de recursos.”

De acordo com a advogada, a pessoa teria recebido mais de R$ 885 mil da comunidade durante as tratativas relacionadas ao terreno. Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso.

“A comunidade estava querendo comprar essas terras que ela já está há mais de um ano. Nessa tentativa de compra, ele foi solicitando valores da comunidade. A comunidade foi passando. Nós temos as provas e cheques comprovando tudo pra conta dessa pessoa que até então se passava por advogado.”

A comunidade tinha 51 pessoas inicialmente listadas como atendidas no processo. Na semana passada, uma nova relação com 49 moradores foi apresentada pela entidade.

Segundo a Prefeitura de Caçapava, uma pessoa deixou o local acompanhada pela família e o paciente que fazia tratamento oncológico foi encaminhado para outra entidade de assistência em São José dos Campos. Os demais foram distribuídos temporariamente em três comunidades parceiras.

A instituição busca um novo espaço para retomar as atividades. A pessoa apontada pela comunidade como falso advogado não foi localizada para comentar o caso. Também não houve contato com o proprietário do terreno ou com os advogados que o representam.

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Sunday, October 18, 2026

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