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Empresário diz que foi excluído da venda de fazenda a Alexandre Pires | G1

Empresário Renato Guimarães alega que apresentou fazenda para o cantor e depois foi excluído da venda pelos outros dois sócios. Ele entrou na Justiça pedindo anulação de um terço da venda.

· 803 words

A compra de uma fazenda por R$ 25 milhões pelo cantor Alexandre Pires, em Dianópolis, no sudeste do Tocantins, virou alvo de uma disputa judicial entre empresários do agronegócio . O sócio Renato Junio Pinto Guimarães afirma que foi excluído da negociação e não recebeu a parte do valor que teria direito.

O caso teve um novo capítulo nesta semana, depois que defesa de Alexandre Pires pediu que o processo tramitasse em sigilo . O argumento foi de que a exposição do caso poderia afetar a intimidade do cantor e revelar informações sobre seu patrimônio.

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A Justiça, porém, negou o pedido de segredo total. Na decisão, o juiz afirmou que o interesse público e jornalístico no caso não significa, por si só, violação da intimidade.

Em nota, o escritório Moraes Advocacia Rural, que representa Renato, afirmou que a ação busca resguardar os direitos patrimoniais do cliente. Segundo a defesa, ele continua aberto ao diálogo e a um acordo entre as partes. O g1 procurou a defesa de Alexandre Pires, mas não recebeu resposta.

Como começou a sociedade entre os empresários

Fazenda Buriti, comprada pelo cantor Alexandre Pires, fica em Dianópolis (TO) — Foto: Reprodução/Google

A disputa teve origem em uma sociedade rural de fato formada em 2019 por três empresários: Renato Junio Pinto Guimarães, Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas.

O grupo atuava na exploração e na gestão de quatro propriedades rurais na região de Dianópolis: as fazendas Catarina, Sempre Verde, Arara Preta e o Lote 8 da Fazenda Buriti.

Segundo Renato, ele era responsável pela gestão diária e pelas atividades agropecuárias das fazendas. Gabriel e Matheus, por outro lado, cuidavam da parte administrativa e da documentação.

Ainda de acordo com Renato, os registros formais das propriedades foram feitos em nome de Gabriel e Matheus por uma questão de organização do grupo.

Documentos assinados pelos três, como contratos de compra e venda de imóveis rurais e comprovantes de administração conjunta, foram analisados pelo juiz Rodrigo da Silva Perez Araújo, da Vara Cível de Dianópolis.

Segundo a decisão, os documentos apresentam indícios de uma relação comercial e empresarial entre os envolvidos, e não apenas de vínculo empregatício. Procurada pelo g1 , a defesa de Gabriel e Matheus não enviou resposta.

Alexandre Pires se apresenta na Festa do Peão de Barretos — Foto: Érico Andrade/g1

Visita de Alexandre Pires e negociação de R$ 25 milhões

O imóvel envolvido na disputa é o Lote 8 da Fazenda Buriti, com 1.866 hectares, área equivalente a cerca de 2,6 mil campos de futebol. A propriedade fica no Matopiba, região que reúne áreas agrícolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Segundo a defesa de Renato, o empresário apresentou a propriedade a Alexandre Pires antes do fechamento do negócio. A defesa afirma que o cantor sabia que a área pertencia aos três parceiros.

Apesar disso, a venda da fazenda, por R$ 25 milhões, foi fechada diretamente entre Gabriel, Matheus e Alexandre Pires.

Renato afirma que só soube da negociação depois que ela foi concluída. Ele alega ter sido excluído do negócio e não ter recebido um terço do valor da venda.

Ação judicial e inclusão do cantor no processo

Renato acionou a Justiça do Tocantins e pediu a anulação de um terço da venda feita a Alexandre Pires. Ele também solicitou que a existência da disputa fosse registrada nas matrículas dos imóveis rurais do grupo.

Em decisão de 22 de junho de 2026, o juiz determinou a inclusão de Alexandre Pires no processo. Segundo a decisão, a medida era necessária porque uma eventual mudança na validade do contrato poderia afetar diretamente o imóvel adquirido pelo cantor.

O juiz também determinou a manutenção do registro da existência da disputa judicial na matrícula da propriedade.

Conflito entre empresários e acionamento do MPTO

Com o avanço da disputa financeira e judicial, o conflito entre os empresários também envolveu denúncias de violência. Renato anexou ao processo um boletim de ocorrência, fotos e vídeos de episódios de confusão entre as partes.

Em uma gravação feita em julho de 2026, uma caminhonete se aproxima e bate contra o portão de uma fazenda. Em seguida, dois homens descem do veículo, atravessam a cerca e entram na propriedade.

Renato também afirmou que máquinas agrícolas foram retiradas sem autorização e que 11 cabeças de gado foram soltas em direção a uma rodovia.

Gabriel e Matheus, por sua vez, afirmam no processo que as máquinas e ferramentas pertenciam exclusivamente a eles e não faziam parte da sociedade.

Diante dos relatos de agressões e de possíveis crimes, a Justiça acionou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) em agosto de 2026 para acompanhar e apurar o caso. Uma audiência de conciliação realizada em 27 de agosto terminou sem acordo.

Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Thursday, October 22, 2026

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