Estações de ônibus de Teresina têm vidros retirados após vandalismo | G1
Com furtos e danos em equipamentos, sistema Inthegra acumula problemas de manutenção; passageira relata insegurança e falta de conforto nos pontos de embarque.
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) começou a retirar as portas de vidro das estações de ônibus de Teresina devido aos frequentes casos de vandalismo. Nesta sexta-feira (6), o g1 registrou a remoção da estrutura na estação Água Mineral, na Zona Norte da capital.
As estações foram inauguradas em 2018, como parte do sistema de transporte público Inthegra . Na época, contavam com ar-condicionado, portas automáticas de vidro e lixeiras . Com o passar dos anos, porém, os equipamentos apresentaram falhas ou foram furtados e deixaram de ser repostos .
"A gente está fazendo a retirada dos vidros para evitar acidentes, por conta da segurança, pra evitar outros atos de vandalismo. A gente recebeu relatos que ocorreu novamente na região do Água Mineral, onde tem vandalismo nos vidros. Em alguns locais onde estão ocorrendo essas situações, estamos fazenda a retirada dos vidros, muitas vezes de forma preventiva também", afirmou a Strans.
Segundo a Strans, a fiação elétrica, os aparelhos de ar-condicionado e a tubulação de água das estações também têm sido alvos de vandalismo nos últimos anos.
"As ações de vandalismo já têm ocorrido há um tempo, então a gente vai fazer um trabalho de manutenção, de limpeza e manutenção das estações, das paradas. Acontece de fazermos a recheada quando é necessário. A colocação desses vidros, no entanto, não há ainda previsão de ser colocada, porque essas estações, mais adiante, vão passar por uma reforma", afirmou a assessoria da Superintendência.
A Strans informou ainda que estuda mudanças na rede de transporte público de Teresina, incluindo o uso dos terminais municipais.
Strans retira portas de vidro de paradas de ônibus após vandalismo recorrente em Teresina — Foto: Eduarda Barradas (G1)
Em algumas estações, faltam assentos e lixeiras fixas. Também há buracos no teto de gesso, além da ausência de corrimãos e sinalização tátil para pessoas com deficiência visual.
A passageira Francisca Tavares utiliza uma das estações há cerca de cinco anos para se deslocar do bairro Monte Castelo até a região do Dirceu.
"É desconfortável, é inseguro sim, só que graças a Deus, eu nunca tive nenhum problema. As paradas estão velhas, não tem ar-condicionado, é muito desconfortável. Mas toda semana eu venho", disse a passageira.
À esquerda, estação recém-inaugurada, em 2018. À direita, outra estação com vidros quebrados, em 2023 — Foto: Montagem (Lucas Marreiros/g1/Ascom Strans)
As estações de transbordo estão distribuídas em avenidas com grande circulação de passageiros, como João XXIII, Miguel Rosa e Duque de Caxias. Nesses locais, os usuários podem embarcar e desembarcar pelas portas do lado esquerdo dos ônibus.
Os espaços foram projetados para ter climatização e painéis com informações sobre os números, nomes e trajetos das linhas de ônibus.
As estações também contam com sinalização para orientar a travessia dos pedestres. O semáforo pode ser acionado por meio de uma botoeira instalada próxima à faixa de segurança.
Parada depredada na av. Duque de Caxias, em Teresina — Foto: Eduarda Barradas (G1)
*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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