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Meta deverá dizer se grupo apagou posts após jovem morrer em rope jump | G1

Empresa também precisará explicar os motivos de a conta do grupo responsável pela atividade ter sido desativada. Mais três réus prestam depoimento em audiência nesta terça (3).

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A Justiça determinou que a empresa Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram) informe se o grupo que lançou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sem cordas durante um salto de rope jump , no dia 13 de junho deste ano em Limeira (SP), excluiu postagens nas redes sociais após a morte da jovem .

Além disso, a Meta também deverá explicar os motivos de a conta do grupo "Entre Cordas" no Instagram ter sido desativada .

As hipóteses envolvem uma ação dos próprios administradores da página ou se a plataforma poderia ter "derrubado" o perfil em razão de excesso de postagens sobre a tragédia.

Inicialmente, a Justiça havia ordenado à empresa que reativasse a conta. A decisão acatou um pedido da própria defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como responsável pelo grupo e uma das quatro pessoas presas.

No entanto, em tentativa no último dia 27 de outubro, o acesso ao perfil não pôde ser concluído em virtude da exigência de código de verificação em duas etapas enviado a um aparelho celular desconhecido até o momento, embora o usuário e a senha da conta informados fossem válidos.

Diante disso, em uma nova decisão proferida no mesmo dia, a Justiça encaminhou um ofício à Meta, determinando apenas as informações sobre a eventual exclusão de postagens a partir de 13 de junho de 2026 e os motivos da desativação da página.

O g1 pediu um posicionamento à empresa sobre o envio dessas informações, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda — Foto: Wesley Almeida/EPTV

Simultaneamente à analise da conta do grupo nas redes sociais, a Justiça concluiu os depoimentos de todas as testemunhas do caso e de Evelyne.

Já nesta terça-feira (3), estão previstos os depoimentos dos outros três réus presos : Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves . Eles são os instrutores diretamente ligados ao salto da vítima.

A defesa de Luis Felipe e Maicon chegou a pedir o adiamento da audiência até que a Meta respondesse aos questionamentos, mas a Justiça negou o pedido e manteve os depoimentos para esta terça .

Todos os réus respondem criminalmente por homicídio qualificado mediante dolo eventual , sendo que Evelyne também é acusada de fraude processual. Veja abaixo:

Morte em rope jump: imagens em novo ângulo flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte no interior de SP — Foto: Reprodução/EPTV

Na denúncia, o Ministério Público (MP) sustenta que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima

Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual

🔎 O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte de alguém, mas sabe que isso pode acontecer e, mesmo assim, decide assumir o risco.

"A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou.

🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.

Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira — Foto: Arte/g1

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Tuesday, November 3, 2026

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