Caça Rato, Galo Cego: nomes inusitados que disputaram eleições em PE | G1
De atleta a artistas e influenciadores, estreantes nas urnas não conseguiram vaga na Alepe, nem na Câmara dos Deputados. Ex-prefeitos também tiveram dificuldades.
Ni Do Badoque, Flávio Caça Rato e MC Leozinho tentaram uma vaga de deputado em 2026 — Foto: Arte/g1
Personagens famosos na cena artística e até na esportiva em Pernambuco tentaram, sem sucesso, conquistar uma cadeira de deputado estadual ou de federal nas eleições 2026. Um levantamento feito pelo g1 mostra o desempenho dos estreantes nas urnas, que contaram ainda com nomes inusitados, como Já Morreu, Taxista Samuray e Galo Cego (veja mais abaixo) .
Ao todo, Pernambuco teve 517 candidatos a deputado estadual e 392 candidatos a federal. Em 2026, 49 políticos foram eleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e 25 para a bancada do estado na Câmara dos Deputados .
Entre os candidatos a deputado federal, um dos mais célebres, para quem gosta de futebol, não conseguiu uma vaga em Brasília. Flávio Augusto do Nascimento, o Flávio Caça Rato, disputou a primeira eleição de sua vida pelo MDB e recebeu 5.062 votos.
O ex-jogador, que ganhou notoriedade quando atuou pelo Santa Cruz entre 2011 e 2014, ficou na 89ª posição, conquistando a suplência.
Quem também ficou na suplência foi o cantor MC Leozinho. Homônimo do famoso funkeiro do Rio de Janeiro, o artista fez sucesso no Recife nos anos 2010 com o hit "Chama ela". A música virou jingle de campanha da governadora reeleita Raquel Lyra ( PSD ) na campanha deste ano.
O MC se candidatou a federal pelo PSDB e conquistou 6.455 votos, não sendo eleito e ficando fora da suplência por conta do coeficiente partidário. Ele já tinha disputado o cargo de vereador em 2012, pelo PTN, ficando na suplência.
Outra artista que também tentou um cargo político, mas não conseguiu votos o suficiente, foi a cantora de brega e forró Dany Miller. A ex-vocalista das bandas Lolita e Cavaleiros do Forró disputou uma vaga na Alepe pelo PSB , mas obteve apenas 1.850 votos e ficou na suplência. A cena do brega viveu uma disputa neste ano no embate de apoios entre Raquel Lyra e João Campos (PSB) .
Entre os candidatos ligados ao entretenimento, quem mais obteve votos foi o influenciador digital e ex-repórter Ni Do Badoque, candidato a deputado estadual pelo PSD. Aliado de Raquel Lyra e crítico contumaz de João Campos , ele recebeu 32.854 votos e ficou na terceira suplência do partido na corrida pela Alepe.
Outros candidatos que não eram famosos chamaram atenção pelo nome inusitado que levaram à urna.
Já Morreu (PSB), Galo Cego ( PP ), Pitomba ( União Brasil ), Robson Tá Lotado ( PL ) e Taxista Samuray ( PDT ) não conseguiram uma vaga na Alepe. Para deputado federal, Carneirinho Defensor dos Motor (DC), Saulo Sem Filtro ( Novo ) e o humorista Charles de Tiringa (PSB) tentaram, mas não conseguiram uma cadeira no Congresso Nacional.
Para além das candidaturas "inusitadas", políticos experientes nas urnas tiveram dificuldade nas eleições para deputado. Ex-prefeito de Olinda entre 2017 e 2024, Professor Lupercio (PSD) foi derrotado na corrida por uma cadeira na Alepe. Com 22.678 votos, ele ficou em 8º lugar na suplência de seu partido.
Ainda na disputa pela Alepe, também ficaram pelo caminho o ex-prefeito de Petrolina Júlio Lóssio (PSD) e Manuel Botafogo ( Republicanos ), que governou as cidades de Carpina e Lagoa do Carro .
Já entre os candidatos a deputado federal, também perderam o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que ficou na primeira suplência do partido, o ex-prefeito de Olinda e deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB) e o ex-prefeito das cidades de Paulista , Igarassu e Itapissuma , Yves Ribeiro (MDB).
Os ex-prefeitos Izaías Régis (PSD), de Garanhuns , Odacy Amorim (Avante), de Petrolina, Eduardo Honório (Avante), de Goiana , e Judite Botafogo (PSD), de Lagoa do Carro, também não conseguiram uma vaga de federal e ficaram na suplência.
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