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Rússia anuncia negociações trilaterais com Ucrânia e EUA em novembro | G1

Kremlin se mostrou disposto a retomar as conversas de paz, paralisadas desde o início do ano, após uma reunião realizada na quarta-feira (21) entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff.

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Vladimir Putin, Donald Trump e Volodymyr Zelensky. — Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS, Reuters e Genya Savilov/AFP

Negociações diretas entre Rússia e Ucrânia , sob mediação dos Estados Unidos , estão previstas para novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, afirmou nesta sexta-feira (23) o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A Rússia se mostrou disposta a retomar as conversas de paz, paralisadas desde o início do ano, após uma reunião realizada na quarta-feira (21) entre o presidente russo, Vladimir Putin , e o enviado especial de Donald Trump , Steve Witkoff.

O principal assessor do presidente russo, Yuri Ushakov, afirmou que "o conflito na Ucrânia está chegando perto do fim", sem dar mais detalhes.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky , também manifestou apoio à iniciativa.

Em uma entrevista à TV norte-americana, também na quarta-feira, ele propôs "congelar" a frente de batalha na guerra contra a Rússia como primeiro passo para iniciar negociações por um cessar-fogo.

Zelensky ainda reiterou que a Ucrânia precisa participar de qualquer negociação para encerrar o conflito.

"Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem a nossa presença, por favor", afirmou.

Ainda no encontro entre Putin e Witkoff, a Rússia anunciou que começaria em breve a enviar carregamentos de diesel aos Estados Unidos , em um acordo com o presidente americano, Donald Trump . Moscou também informou que libertou um cidadão americano que estava detido no país desde o início da guerra.

O presidente ucraniano também defendeu que um eventual acordo de paz inclua garantias de segurança oferecidas por parceiros internacionais, como os Estados Unidos e países europeus.

Segundo Zelensky, essas garantias são necessárias para evitar que a população ucraniana volte a enfrentar a ocupação e a violência.

"Isso permitiria que os ucranianos não tivessem medo de que a ocupação retorne, de que a agressão retorne, de que os assassinatos retornem", disse.

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Thursday, November 5, 2026

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