Dados do chanceler da Itália são vazados por hackers na dark web | G1
Antonio Tajani disse que cibercriminosos estão divulgando seus dados pessoais na dark web devido ao apoio de seu país à Ucrânia. Premiê italiana culpa hackers pró-Rússia.
O Ministro das Relações Exteriores da Itália para a Cooperação Internacional, Antonio Tajani — Foto: REUTERS/Dilara Senkaya
O ministro das Relações Exteriores da Itália , Antonio Tajani, afirmou neste sábado (7) que foi alvo de hackers que vazaram seus dados pessoais.
Em um post na rede social X, o chanceler afirmou que foi exposto na dark web e que os cibercriminosos também envolveram sua família:
"Há vários dias, cibercriminosos vêm divulgando meus dados pessoais na dark web e buscam obter mais informações, expondo-me, assim, a novas ameaças e intimidações. Eles também envolvem minha família e estão dispostos a pagar para obter mais detalhes sobre mim e meus entes queridos. Minha reação é muito simples: não me deixarei intimidar de forma alguma", afirmou.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni , culpou hackers pró- Rússia pelo vazamento . Em uma declaração oficial, ela lamentou a situação e classificou as tentativas de venda de informações confidenciais sobre funcionários do governo como "uma questão de extrema preocupação que deve ser tratada com a máxima determinação".
Tajani também disse acreditar que a motivação dos hackers é o apoio da Itália à Ucrânia em sua guerra contra Moscou:
"Nossa posição sobre a Ucrânia é a razão política pela qual estou na mira deles: defender a liberdade de um Estado soberano, assumir uma posição clara a favor da democracia e da independência de uma nação, é isso que é perigoso aos olhos dessas entidades criminosas".
Vários episódios de ciberataque, em diferentes setores, vêm afetando a Europa ao longo do último mês.
No começo de outubro, hackers elevaram a temperatura de muitos refrigeradores de supermercados franceses para 50ºC durante a noite, causando incêndios e perdas de alimentos em centenas de lojas em todo o país.
Essa semana o alvo foi o setor aéreo. Vários voos comerciais receberam falsos alertas de ameaça de bomba a bordo, provocando transtornos em diferentes países.
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