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Monday, September 14, 2026

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Crise no STF pode decidir eleição brasileira, diz Financial Times | G1

Jornal britânico descreve crise como uma 'disputa acirrada' entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que está 'lançando uma sombra sobre a disputa' eleitoral.

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Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Getty Images via BBC

Uma reportagem do jornal "Financial Times" , publicada neste domingo (13), afirma que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal ( STF ) poderá ter um impacto decisivo na eleição presidencial brasileira do próximo mês.

O jornal britânico descreve a crise como uma "disputa acirrada" entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça , que está "lançando uma sombra sobre a disputa" entre Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) e Flávio Bolsonaro ( PL ).

O Agregador de Pesquisa da BBC News Brasil sugere que Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no segundo turno.

"Embora Lula não tenha sido acusado no caso Banco Master, o episódio atinge um ponto sensível do veterano líder de esquerda, que no passado foi preso por corrupção em condenações posteriormente anuladas ", afirma o jornal.

"Flávio Bolsonaro tem tentado tirar proveito da situação ao renovar as exigências pela destituição de Moraes, que condenou seu pai. 'Um voto em Lula é um voto em Moraes', disse ele a apoiadores na semana passada."

O jornal destaca que Flávio Bolsonaro foi citado no caso do Banco Master , que é tema de inquérito no STF , após revelações em maio de que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse — algo que o senador disse não ser ilegal.

"Apesar dessas revelações, [Flávio] Bolsonaro reduziu nas últimas semanas a diferença nas pesquisas de opinião, chegando a um empate técnico com Lula , que busca um quarto mandato não consecutivo."

O jornal cita analistas ao dizer que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral . Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.

"O episódio manchou a credibilidade de uma instituição aclamada internacionalmente nos últimos anos por defender o Brasil contra uma tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, após sua derrota eleitoral para Lula em 2022", diz o jornal.

"Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão."

"O episódio levou o tribunal à beira de um colapso institucional e alimentou apelos por uma reforma do Judiciário."

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