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Ataques sauditas no Iêmen deixam ao menos 10 mortos, diz emissora | G1

Segundo a emissora Al-Masirah, ligada aos houthis, ataques atingiram uma casa e um alojamento de trabalhadores de uma fábrica de cimento em Sanaa.

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Confrontos entre combatentes houthis e forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita no Iêmen. — Foto: Mídia militar houthi via Reuters

Um ataque aéreo saudita contra Sanaa, capital do Iêmen controlada pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã, deixou mortos e feridos neste sábado (24), segundo a Al-Masirah, emissora ligada ao grupo.

Segundo a emissora, um ataque contra uma casa na zona oeste da capital matou três pessoas. Em outra ofensiva, contra um alojamento de trabalhadores de uma fábrica de cimento, seis mulheres e uma criança morreram. O número de vítimas ainda é preliminar.

A informação foi divulgada depois que a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis no Iêmen, afirmou ter destruído dois mísseis balísticos disparados pelo grupo em direção a Taif e Yanbu neste sábado, em meio à continuidade dos confrontos entre os dois lados .

A Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu alertas sobre possíveis riscos aos moradores de Taif e Yanbu, além de Meca e Jeddah, segunda maior cidade do país. Cerca de 10 minutos depois, a Defesa Civil informou que a ameaça havia passado.

As interceptações ocorreram dois dias depois de os houthis afirmarem que atacaram o Ministério da Defesa da Arábia Saudita, em Riade, instalações da petrolífera Saudi Aramco em Yanbu, no Mar Vermelho, e o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, onde, segundo as autoridades sauditas, duas pessoas morreram.

As autoridades sauditas não confirmaram os ataques em Riade e Yanbu.

A Aramco orientou seus funcionários a deixarem a sede da empresa em Dhahran, na região do Golfo, segundo seis pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Reuters na quinta-feira (22).

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado drones sobre Riade e Medina na quinta-feira (22). Na quarta-feira (21), os houthis negaram ter lançado drones em direção a Medina, após a coalizão afirmar que havia interceptado aeronaves não tripuladas sobre a cidade e a região leste da Arábia Saudita.

No início deste mês, os houthis alertaram as companhias aéreas para que evitassem o espaço aéreo saudita, com exceção das áreas sobre Meca e Medina, em meio à intensificação dos ataques do grupo contra o país.

A retomada dos combates rompeu a trégua mediada pela ONU em 2022, que havia praticamente interrompido os ataques entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita e os houthis. A coalizão apoia o governo do Iêmen reconhecido internacionalmente, enquanto o grupo controla a capital, Sanaa. A escalada abriu uma nova frente na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Ainda neste sábado, os houthis do Iêmen reivindicaram um ataque a uma base naval e a um acampamento militar em Aden, sede provisória do governo saudita após explosões terem sido ouvidas no local.

"Nossas forças armadas alvejaram concentrações inimigas sauditas no chamado campo de Al-Nasr e na base naval em Aden", disse o porta-voz militar houthi Yahya Saree, acrescentando que os locais eram supervisionados pelas forças sauditas.

*Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.

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Thursday, November 5, 2026

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