Rio Tapajós recua para 1,67 metro em Santarém | G1
Nível do rio baixou 24 centímetros em apenas cinco dias. Veículos vão ajudar no transporte de moradores e no escoamento de alimentos em quatro comunidades de várzea.
Por causa da seca extrema, moradores da comunidade Correio do Tapará, em Santarém, precisam caminhar longas distâncias sobre o leito seco do rio. — Foto: Ulisses Farias
O Rio Tapajós atingiu a marca de 1,67 metro neste sábado (17), em Santarém , no oeste do Pará, após registrar uma queda de 24 centímetros em apenas cinco dias. Diante da estiagem severa, que deixou o município em situação de emergência, a prefeitura começou a enviar veículos para garantir o deslocamento de moradores e o escoamento da produção agrícola em comunidades isoladas.
Quatro caminhonetes foram embarcadas para atender as comunidades de Quilombo do Saracura, Igarapé da Praia, Costa do Tapará e Água Preta.
Com a seca extrema, as embarcações não conseguem mais atracar perto das comunidades. Os veículos vão fazer o transporte terrestre dos moradores e de suas produções agrícolas até as margens do Rio Amazonas, onde os barcos estão ancorados. A medida visa garantir o abastecimento de alimentos e a renda das famílias que vivem da agricultura na várzea.
Os dados da régua da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), instalada no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), mostram a velocidade da descida das águas nos últimos dias:
Desde o dia 1º de outubro, quando o rio estava com 2,56 metros, o nível do Tapajós recuou 89 centímetros.
A medição atual está 1,40 metro abaixo da marca registrada no mesmo período de 2025. No entanto, o nível ainda está acima dos registros históricos das secas extremas de 2024 (1,55 metro acima) e de 2023 (99 centímetros acima).
Quase três meses sem chuva e decreto de emergência
Santarém decretou situação de emergência na última quinta-feira (15). Não chove na cidade desde o dia 23 de julho, o que representa quase três meses de estiagem total.
O decreto de emergência (nº 774/2026) tem validade de 90 dias e permite que a prefeitura dispense licitações para comprar bens, contratar serviços e realizar obras para combater os efeitos da seca de forma mais rápida.
A Defesa Civil e o Comitê de Gestão de Riscos continuam monitorando os rios Amazonas e Tapajós e mapeando as comunidades que precisam de assistência humanitária e água potável.
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