Caso Gisele: Tenente-coronel acusa peritas de armação para incriminá-lo, mas laudos e imagens da polícia contestam sua versão | G1
Geraldo Neto afirma que Gisele Alves cometeu suicídio, mas perícia aponta inconsistências em sua versão. Imagens de câmeras policiais também contradizem parte do relato. Nesta semana, ele passou por seu último interrogatório antes da justiça decidir se ele irá a júri popular.
O tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, afirmou ser vítima de uma armação durante seu último interrogatório antes de a Justiça decidir se ele será levado a júri popular. Em imagens exclusivas exibidas pelo Fantástico deste domingo (11), o oficial contestou a reprodução simulada do crime e acusou as peritas de terem remontado uma árvore de Natal para incriminá-lo.
“As peritas foram, remontaram a árvore, demoraram ali quase 10 minutos pra remontar a árvore. Só pra me acusar”, afirmou Neto durante o depoimento. Segundo ele, na manhã da morte de Gisele, havia terminado o relacionamento e estava tomando banho quando ouviu um barulho forte. Ao sair do banheiro, diz ter encontrado a esposa caída na sala.
O laudo da reprodução simulada contesta essa afirmação e indica que uma árvore de Natal encobria a visão dele.
Além disso, imagens das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam à ocorrência registraram a árvore intacta na sala. Um bombeiro que participou do socorro também confirmou a posição do objeto.
A defesa do tenente-coronel Geraldo Neto pediu à Justiça que ele responda ao processo em liberdade. Mas o oficial segue preso preventivamente. O Ministério Público é contra a soltura e alerta que, em liberdade, o tenente-coronel pode usar sua influência para comprometer o julgamento.
Neto reagiu ao pedido de liberdade feito por seu advogado juntando as mãos em gesto de oração.
A defesa de Geraldo Neto se manifestou por meio de nota e afirmou que confia na impronúncia, ou seja, que o tenente-coronel não será levado a júri popular.
Geraldo Neto faz sinal de oração enquanto seu advogado fala — Foto: Reprodução/Fantástico
"Eu acho que é um caso de repercussão emblemático e que diga para a sociedade um basta. A mulher não pode mais continuar sendo vítima de machismo e de feminicídio como está ocorrendo no nosso país", encerra o advogado José Miguel Júnior.
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