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Corpo trocado: filha recebe ossada de outra pessoa no lugar da mãe | G1

Ela também descobriu que o corpo passou por uma intervenção não informada previamente, em Rio Claro (SP). Prefeitura lamentou a troca, mas não explicou o motivo.

· 435 words

Uma técnica de enfermagem de Rio Claro (SP) enfrentou transtornos ao tentar transferir os restos mortais da mãe do Cemitério Municipal para um jazigo particular.

Durante o procedimento, a família recebeu a ossada de outra pessoa e, após a localização do corpo correto, descobriu que ele havia passado por uma intervenção não informada previamente.

A Prefeitura de Rio Claro lamentou a troca da ossada, mas não explicou o motivo da falha. (Veja abaixo o posicionamento completo).

Filha denuncia troca de ossada da mãe em cemitério de Rio Claro (SP) — Foto: Wesley Almeida/EPTV

A dor de Paula Aparecida Pinheiro começou em 2023, quando perdeu a mãe, Maria Luísa Pinheiro, de 74 anos, em janeiro, e a irmã, Marisa Aparecida, em julho, vítima de câncer de pulmão. Sem jazigo próprio na época, os restos mortais das duas foram colocados em gavetas provisórias pelo período de três anos no cemitério municipal.

Neste ano, após conseguir comprar um jazigo em outro cemitério, Paula deu início ao translado. Ao conferir o material liberado pela administração, percebeu inconsistências na ossada atribuída à mãe.

"Aí quando eu fui abrir [o saco] da minha mãe, não era. Minha mãe não tinha dente, usava dentadura [...]. No lado direito [da ossada recebida] tinha um pivô, do lado esquerdo um dente quebrado e na testa tinha um furo. Aí eu falei para o coveiro: 'Essa ossada não é da minha mãe'", relatou Paula.

Além da troca, filha descobriu que corpo da mãe passou por procedimento não autorizado em Rio Claro (SP) — Foto: Wesley Almeida/EPTV

Após a reclamação na administração do cemitério, a equipe localizou o corpo correto de Maria Luísa dias depois. No entanto, a família foi informada de que o corpo havia passado por um procedimento de conservação do qual não tinha conhecimento.

Na tarde de segunda-feira (19), os restos mortais foram finalmente entregues. Antes do sepultamento definitivo no novo jazigo, Paula checou o conteúdo e reconheceu as roupas da mãe.

"É um sentimento de descaso total. Se eu não tivesse aberto esse saco? Teria enterrado uma pessoa que não é nada minha. Espero que isso não aconteça com outras pessoas", desabafou a técnica de enfermagem.

Procurada para esclarecer a confusão, a Prefeitura de Rio Claro lamentou o ocorrido e informou que o caso não gerou custos adicionais para a família.

O município negou que tenha ocorrido embalsamamento e afirmou que o corpo passou por um procedimento de tanatopraxia , conjunto de técnicas utilizadas para higienizar, conservar temporariamente e melhorar a aparência estética de um corpo após o falecimento.

A administração municipal, no entanto, não justificou a causa da troca das ossadas.

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Tuesday, October 20, 2026

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