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Quase 2 mil toneladas de lixo são retiradas do esgoto da Baixada | G1

Santos lidera o volume de resíduos retirados, com 574 toneladas no primeiro semestre. Descarte irregular pode provocar entupimentos, extravasamentos e retorno de esgoto para imóveis.

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Resíduos retirados das redes de esgoto da Baixada Santista entre janeiro e junho de 2026. — Foto: Sabesp/Divulgação

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) retirou 1.966,3 toneladas de lixo e gordura das redes de esgoto da Baixada Santista entre janeiro e junho de 2026. Santos concentrou o maior volume, com 574 toneladas, seguida por São Vicente, com 432,6 toneladas.

Entre os materiais encontrados estão fraldas, absorventes, embalagens plásticas, cotonetes, fio dental e preservativos. Segundo a Sabesp, os resíduos ficaram retidos em redes, peneiras e grades instaladas antes da entrada do esgoto em equipamentos de bombeamento e estações de tratamento.

Apesar do volume de resíduos, houve queda em relação ao ano passado. De acordo com a Sabesp, a média mensal passou de 400 toneladas em 2025 para 327 toneladas em 2026, redução de aproximadamente 18%.

O descarte irregular de lixo, óleo e gordura em pias e vasos sanitários pode entupir as tubulações, provocar extravasamentos nas ruas e fazer com que o esgoto retorne para dentro dos imóveis. Em casos mais graves, segundo a companhia, é necessário abrir o pavimento para substituir trechos da rede.

A ligação irregular da água da chuva à rede de esgoto também pode sobrecarregar o sistema e provocar problemas. A prática é proibida pela Deliberação nº 106 da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Na Baixada Santista, a Sabesp mantém serviços preventivos em 353 estações elevatórias e 18 estações de tratamento de esgoto. Os resíduos retirados das estruturas são encaminhados para aterros sanitários licenciados.

Fraldas, absorventes, preservativos, cotonetes e embalagens devem ser jogados no lixo, e não em vasos sanitários ou pias. O óleo de cozinha usado deve ser armazenado em recipiente adequado e levado a pontos de coleta.

A caixa de gordura deve receber apenas a água da pia da cozinha ou da churrasqueira e ser limpa periodicamente. Segundo a Sabesp, a manutenção ajuda a evitar o acúmulo de resíduos e entupimentos na rede.

Equipes da Sabesp realizam limpeza e manutenção nas estruturas do sistema de esgotamento sanitário. — Foto: Sabesp/Divulgação

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Wednesday, October 14, 2026

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