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Tuesday, September 22, 2026

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Cetesb aponta melhora no Tietê, mas algas preocupam no noroeste de SP | G1

Relatório da Cetesb indica qualidade boa ou ótima em pontos do rio e reservatórios da região, enquanto registros feitos pela TV TEM mostram proliferação de algas, água esverdeada, mau cheiro e redução de peixes em afluentes. Nesta terça é Dia do Rio Tietê.

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No Dia do Rio Tietê, celebrado nesta terça-feira (22), o principal rio paulista chega à data com dois retratos no noroeste de São Paulo que ajudam a explicar a complexidade de sua recuperação ambiental.

De um lado, um novo relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta melhora na qualidade da água do Tietê e classifica como boa ou ótima a situação em diversos pontos do rior. De outro, imagens e relatos registrados pela TV TEM no primeiro semestre mostram trechos tomados por uma camada verde, com algas, mau cheiro e redução de peixes.

Vídeo gravado de dentro de paramotor mostra água verde no Rio Tietê em Promissão (SP) — Foto: Adalberto Carvalho e Thiago Henrique da Silva/Arquivo pessoal

Os dois cenários não necessariamente são contraditórios. O Tietê tem mais de mil quilômetros de extensão, atravessa diferentes ambientes e recebe contribuições de inúmeros afluentes. A qualidade da água também varia conforme o ponto de monitoramento e as condições encontradas em cada trecho.

O relatório mais recente da Cetesb, divulgado na semana passada, analisou a evolução da qualidade do Tietê entre 2023 e 2026. Segundo o documento, o rio possui 28 pontos de amostragem desde as cabeceiras até a foz, no Rio Paraná.

Na porção do noroeste paulista, os números de 2026 são elevados. O ponto do Tietê em Promissão registrou índice de qualidade (IQA) de 79, classificado como bom.

Nos reservatórios de Três Irmãos (entre Pereira Barreto e Andradina ), os índices foram 78 e 88 — respectivamente, nas categorias boa e ótima.

Pescador caminha em passarela sobre o ribeirão afluente do Tietê, em Zacarias (SP), diante de matéria orgânica verde sobre as águas, em maio — Foto: TV TEM/Reprodução

Em Itapura , na região da foz do Tietê, o índice foi 72, também considerado bom. Os valores de 2026 são parciais e foram calculados com base nos dois primeiros trimestres do ano.

Pela classificação utilizada pela Cetesb, índices acima de 51 até 79 são considerados bons e aqueles acima de 79 até 100, ótimos. No relatório, a companhia ressalta que quanto maior o IQA, melhor a qualidade da água bruta no ponto analisado.

O relatório também descreve uma recuperação da qualidade da água a partir do Reservatório de Barra Bonita , que, segundo a Cetesb, se mantém até a foz, próxima a Itapura. Entre os fatores apontados estão a autodepuração, a oxigenação proporcionada pelo movimento da água, a sedimentação e a atividade biológica nos reservatórios.

A TV TEM registrou, em abril, episódios de proliferação de algas em afluentes do Tietê na região de São José do Rio Preto e Araçatuba .

Em Glicério e Penápolis , moradores relataram a formação de um "tapete verde" na superfície da água. Em alguns pontos, a camada de algas ocupava áreas com mais de dois metros de profundidade.

Um morador de Glicério contou que o ribeirão apresentava mau cheiro no ano anterior e que havia observado a morte de peixes em um período em que as algas dificultavam a passagem de luz e havia falta de oxigênio.

No Ribeirão Lageado, em Penápolis, moradores disseram que a água, antes transparente, havia adquirido coloração esverdeada. A mudança também foi associada, nos relatos, à perda do uso do local para pesca.

Segundo o relato, a coleta de abril apresentou uma diferença considerada significativa pelos responsáveis pelo acompanhamento, principalmente nos indicadores de fosfato e nitrato.

Os registros não ficaram restritos aos afluentes. Em 17 de março, uma imagem feita durante um voo de paramotor sobre a região da Usina Hidrelétrica de Promissão mostrou uma extensa área do Rio Tietê coberta por uma espécie de "tapete verde". A imagem foi registrada e enviada ao g1 .

A água verde também apareceu no Rio Tietê

Em maio, a TV TEM voltou a encontrar o fenômeno no Ribeirão São Jerônimo , em Zacarias , afluente do Tietê. Uma espessa camada de material verde cobria a superfície da água e, segundo moradores, o problema havia sido observado desde janeiro e se agravado nos meses seguintes.

Além da aparência, os moradores relataram mau cheiro, prejuízos à pesca e afastamento de turistas e frequentadores. Um pescador afirmou que a quantidade de peixes havia diminuído nos últimos anos.

Reprodução de algas forma tapete verde em afluentes do Rio Tietê em Penápolis (SP) — Foto: Reprodução / TV TEM

Coloração associada às chuvas, diz Cetesb

A Cetesb explicou que a coloração esverdeada observada no Ribeirão São Jerônimo está associada à eutrofização, processo que favorece a proliferação de algas.

Segundo a companhia, condições ambientais como fortes chuvas, que ocorreram no início do ano, podem intensificar o fenômeno.

O órgão informou ainda que mantém monitoramento e fiscalização na região por meio do Grupo de Fiscalização Integrada das Águas do Rio Tietê (GFI-Tietê).

Desde o início de 2025, segundo a Cetesb, foram realizadas 419 inspeções, com aplicação de mais de R$ 13,8 milhões em penalidades.

Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba

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