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Saturday, September 5, 2026

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Casa da Mulher oferece assistência a vítimas de violência em Alfenas | G1

Equipamento reúne atendimento jurídico, social e psicológico em um único local, sem exigir boletim de ocorrência ou medida protetiva para o primeiro acolhimento.

· 419 words

A cidade de Alfenas passou a contar com a Casa da Mulher, espaço criado para oferecer assistência jurídica, social e psicológica a vítimas de violência doméstica em um único local. O objetivo é ampliar o acolhimento e ajudar a absorver o aumento dos pedidos de medidas protetivas registrados no município.

Além dos atendimentos, o espaço conta com uma sala específica para o público LGBTQIA+ e abrigará um observatório de dados sobre a violência. A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Kátia Goiatá, destacou que a unidade foi criada para atender uma demanda crescente na cidade.

“A Casa da Mulher surge com essa necessidade de atender a esse tipo de demanda. As mulheres tanto podem chegar até a Casa da Mulher de maneira espontânea ou encaminhada por outros equipamentos que já existem na nossa cidade de Alfenas”, afirmou.

Casa da Mulher é inaugurada para oferecer assistência jurídica, social e psicológica a vítimas de violência em Alfena — Foto: Reprodução EPTV

Segundo a secretária, não é necessário apresentar boletim de ocorrência ou medida protetiva para buscar atendimento no local. Ela explicou que a assistência jurídica oferecida pela unidade pode auxiliar as vítimas em todas as etapas do processo.

“Necessariamente, elas não precisam chegar aqui com isso, porque, inclusive, a nossa advogada, que vai prestar assistência jurídica, pode ajudar nesse sentido, até acompanhar essa mulher vítima de violência ao próprio batalhão, para fazer o boletim de ocorrência, ou à própria DEAM, Delegacia da Mulher”, disse.

Kátia Goiatá afirmou que a criação da Casa da Mulher vinha sendo planejada há cerca de dois anos pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres.

“Esse espaço viabiliza um atendimento mais rápido, mais célere para essas mulheres, mais humanizado, com acolhimento, com um olhar de acolhimento e não de julgamento e muito menos de condenação. Então, isso, a gente estava há um tempo já com esse desejo de abrir as portas e a gente conseguiu”, ressaltou.

A secretária também destacou a criação de uma sala voltada ao público LGBTQIA+, especialmente para mulheres trans.

“Exatamente. A gente sabe que essas mulheres trans, elas são invisíveis. Então, aqui o nosso trabalho com esse atendimento, a gente vai atrás, inclusive com o observatório que a gente também criou, justamente para, através desses dados, a gente poder ter a condição de fazer uma política pública eficiente e sem desperdício de dinheiro público”, afirmou.

Apesar do acolhimento oferecido, a Casa da Mulher não funciona como abrigo para vítimas. A proposta é centralizar serviços de atendimento, orientação e acompanhamento em um mesmo espaço.

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