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Friday, September 18, 2026

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Vereador de Porto Alegre é preso em operação sobre desvio de emendas | G1

Além de parlamentar Giovane Byl (Podemos), ação do Ministério Público cumpriu outros três mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão. Caso apura destino de verbas e segue sob sigilo.

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Vereador de Porto Alegre Giovane Byl (Podemos) — Foto: Giulia Secco/CMPA

O vereador de Porto Alegre Giovane Byl (Podemos) foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (18). Byl é também candidato a deputado estadual . A prisão faz parte de uma operação que investiga desvio de mais de R$ 2 milhões em recursos da área da saúde .

Além do parlamentar, foram expedidos outros três mandados de prisão preventiva. Os alvos são um assessor parlamentar , um advogado e um ex-dirigente de uma instituição investigada na ação, que não tiveram os nomes divulgados. Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Porto Alegre e Imbé .

O g1 busca a defesa de Giovane Byl. Até a última atualização da reportagem, ainda não havia manifestação oficial da defesa do parlamentar.

Em nota, o presidente da Câmara de Vereadores da Capital, Moisés Barboza, diz que o Legislativo "seguirá prestando toda a colaboração necessária às autoridades responsáveis pela investigação".

A investigação aponta que o grupo incluía dirigentes de uma organização da sociedade civil (OSC), entidade privada sem fins lucrativos que executava projetos financiados com recursos públicos.

Segundo o MPRS, a entidade investigada recebeu mais de R$ 1,9 milhão dos valores analisados. A lista geral de alvos da operação inclui o vereador, um servidor do Legislativo Municipal, um advogado e dirigentes da entidade.

Conforme o Ministério Público, os valores eram retirados das "contas vinculadas aos termos de fomento, transferida para contas de livre movimentação da própria organização e, posteriormente, distribuída entre investigados, empresas e outros envolvidos".

Giovane Byl é candidato a deputado estadual nas eleições deste ano.

A ação foi realizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Brigada Militar. A investigação segue sob sigilo.

Operação do Ministério Público ocoreu nesta sexta-feira (18) — Foto: MPRS

O que diz a Câmara de Vereadores de Porto Alegre

"A Câmara Municipal de Porto Alegre foi surpreendida pela operação deflagrada pelo Ministério Público na manhã desta sexta-feira (18), no âmbito de uma investigação que envolve um vereador e um servidor do Legislativo.

Desde o início da ação, acompanho os procedimentos realizados também nas dependências da Câmara e reafirmo o compromisso desta Casa com a transparência, a legalidade e o pleno respeito às instituições.

O Legislativo Municipal seguirá prestando toda a colaboração necessária às autoridades responsáveis pela investigação, disponibilizando informações e documentos sempre que formalmente solicitados.

Neste momento, é fundamental respeitar a independência dos órgãos de investigação, bem como o devido processo legal e o direito à ampla defesa, sem qualquer julgamento antecipado acerca dos fatos ou de eventuais responsabilidades.

A Câmara aguardará o desenvolvimento das apurações e os esclarecimentos das autoridades competentes, adotando, dentro de suas atribuições, as providências que se mostrarem necessárias.

Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre"

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