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Saturday, August 29, 2026

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Ofensiva contra vistos: nova investida de Trump mira turistas, imigrantes legais e profissionais qualificados | G1

Casa Branca pretende realizar a maior revogação de vistos na história e formalizar uma taxa de mais de R$ 500 mil para vistos profissionais. Entrevistas para candidatos ao 'green card' foram suspensas.

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'Green card', visto de residência permanente nos EUA — Foto: Divulgação

O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou nos últimos dias uma ofensiva em diversas frentes contra estrangeiros no país.

As investidas miram tanto pessoas que buscam a imigração por vias legais quanto turistas e profissionais qualificados.

O primeiro passo, que já está valendo, é a suspensão do agendamento de todas as entrevistas em embaixadas e consulados americanos para candidatos a vistos de imigração .

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a suspensão está relacionada a uma iniciativa global de treinamento de funcionários consulares.

A Casa Branca também pretende fazer a maior revogação de vistos na história e formalizar uma taxa de mais de R$ 500 mil para vistos profissionais.

Veja, a seguir, quais foram as investidas de Trump contra a presença de estrangeiros:

Suspensão de agendamento de entrevistas para candidatos a imigração

Candidatos a vistos de imigração para os Estados Unidos começaram a ter entrevistas em embaixadas e consulados americanos adiadas após o governo suspender até segunda ordem os agendamentos em todo o mundo .

A medida atinge os candidatos ao chamado "green card", destinado a pessoas que pretendem morar permanentemente nos Estados Unidos. Agendamentos para vistos de não imigrantes, como os de turismo, continuam funcionando normalmente.

A pasta afirmou que os agendamentos dos serviços de vistos serão ajustados para permitir a realização do treinamento, mas não informou quanto tempo a mudança deve durar.

O jornal Financial Times informou que candidatos a vistos de imigrantes que já tinham entrevistas marcadas receberam e-mails avisando que os agendamentos seriam remarcados. Eles deverão ser informados posteriormente sobre uma nova data.

O governo de Donald Trump se prepara para revogar os vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que solicitaram ou estão em processo de pedido de asilo nos Estados Unidos . Se a medida for adotada, será a maior revogação coletiva de vistos da história dos EUA e deverá enfrentar contestações na Justiça.

O Departamento de Estado deve anunciar nas próximas semanas a revogação dos chamados vistos B1 e B2 emitidos entre 2016 e 2026. As pessoas afetadas são as que solicitaram asilo ou estejam no processo, segundo documentos obtidos pela agência Associated Press.

A revogação não significa necessariamente que os estrangeiros serão deportados imediatamente, disseram os funcionários ouvidos pela AP. A maioria das pessoas com pedidos de asilo em andamento deverá ter o status migratório alterado, mas perderá a condição de visitante de negócios ou turismo.

Taxa de US$ 100 mil para vistos de alta qualificação

Ignorando determinações da Justiça, o governo Trump divulgou uma proposta de regulamentação para oficializar uma taxa de mais de US$ 103.265 (cerca de R$ 531 mil) sobre novos vistos do tipo H-1B, destinados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados.

Atualmente, o custo para esse visto variam de US$ 2.000 a US$ 5.000.

Trump é um crítico do programa H-1B. Ele argumenta que empresas o utilizam para substituir trabalhadores norte-americanos por mão de obra estrangeira mais barata. Mas diversas empresas afirmam que H-1B supre a escassez de trabalhadores qualificados.

A taxa de US$ 100 mil já havia sido imposta por Trump no ano passado, mas a Justiça dos EUA proibiu a cobrança, apontando ilegaldidade . A Casa Branca apresentou um recurso, que vem sendo analisado por um tribunal de apelações.

O H-1B é utilizado, principalmente, pelos setores de tecnologia, educação e pesquisa nos EUA. Índia e China são os países das principais nacionalidades contratadas por empresas norte-americanas com esse tipo de visto, segundo a plataforma de dados Visual Capitalist e Statista. O Brasil aparece em 9º lugar da lista.

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