Arqueologia nas escolas de Santarém: oficinas ensinam história | G1
Iniciativa distribui cartilhas sobre o patrimônio do Baixo Amazonas e usa tecnologia para aproximar alunos do passado da região.
Projeto distribui cartilha com mapas de sítios arqueológicos para alunos em Santarém — Foto: Divulgação
Estudantes de escolas públicas de Santarém, no oeste do Pará, estão participando de uma programação especial que une tecnologia, mapas e oficinas interativas para contar a história da região. As atividades fazem parte do projeto "Cartilha de Educação Patrimonial do Baixo Amazonas", que busca despertar nos jovens o interesse pela preservação do patrimônio cultural e arqueológico local.
As ações pedagógicas já passaram pelas escolas Hilda Mota, Ubaldo Corrêa e Cabral. Durante as oficinas, os alunos utilizam salas de informática e recebem mapas com roteiros de passeios históricos e a localização de sítios arqueológicos de Santarém. As atividades são desenvolvidas de forma interdisciplinar, misturando conteúdos de história, português, artes e matemática.
O ponto de partida das atividades é a cartilha "Educação Patrimonial no Baixo Amazonas", publicação que aborda a diversidade histórica de 13 municípios da região. O material utiliza a Praça Rodrigues dos Santos, em Santarém, como um exemplo prático de como a história se sobrepõe em um mesmo espaço, reunindo referências indígenas, coloniais e afro-diaspóricas.
Ao todo, foram produzidos 500 exemplares da cartilha. Desse total, 250 são usados diretamente com os alunos nas oficinas, 100 foram entregues para as bibliotecas das escolas e 10 foram destinados à Afroteca. O material também conta com recursos de acessibilidade, incluindo versões com audiodescrição e tradução em Libras.
De acordo com a coordenadora do projeto, Débora Marcião, a educação patrimonial é um caminho importante para que a sociedade reflita sobre seus próprios bens culturais. Ela explica que a cartilha foi pensada para aproximar esse conhecimento do dia a dia das pessoas, mostrando que o patrimônio é um processo vivo.
Para a presidente do Conselho Municipal de Patrimônio de Santarém, Cecy Sussuarana, a iniciativa ajuda a fortalecer o sentimento de pertencimento desde a infância. Ela destaca que conhecer a história do território é o primeiro passo para que as futuras gerações valorizem e protejam as riquezas culturais da Amazônia.
O projeto foi viabilizado por meio do Edital de Fomento à Criação de Projetos Culturais do Estado do Pará.
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