Malária no Amazonas: casos caem 29% e são os menores desde 2016 | G1
Ao todo, foram registrados 38.149 casos, o menor número para esses meses desde 2016. Os dados foram divulgados na sexta-feira (6), Dia da Malária nas Américas.
Mosquito Anopheles darlingi, principal transmissor da malária na América do Sul. — Foto: Romuald Carinci e Pascal Gaborit/Institut Pasteur de la Guyane
O número de casos de malária no Amazonas caiu 29% entre janeiro e outubro de 2026 , em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram registrados 38.149 casos, o menor número para esses meses desde 2016, segundo dados preliminares da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Os dados foram divulgados na sexta-feira (6), Dia da Malária nas Américas. A data também marcou o encerramento de uma reunião regional sobre a eliminação da doença, promovida pela Organização Pan-Americana da Saúde ( Opas ), em Brasília .
Durante o encontro, a FVS-RCP apresentou estratégias adotadas no Amazonas para combater a malária, incluindo o uso de novas tecnologias e medicamentos.
Uma das estratégias apresentadas foi o uso da tafenoquina, medicamento utilizado no tratamento da malária . Segundo a FVS-RCP, a opção já está disponível em 33 municípios do estado para o tratamento de adultos.
A versão pediátrica do medicamento também começou a ser implementada e já chegou a 27 municípios. Ao todo, 14.813 pessoas foram tratadas com a tafenoquina no Amazonas.
A diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, atribuiu a redução dos casos ao trabalho de vigilância, à atuação conjunta com os municípios e à adoção de novas tecnologias.
"A redução dos casos de malária é resultado de um trabalho que envolve vigilância epidemiológica, inovação e atuação conjunta com os municípios. A incorporação de novas tecnologias e a qualificação dos profissionais permitem desenvolver estratégias mais adequadas à realidade amazônica, contribuindo para o diagnóstico oportuno, o tratamento e a proteção da população", salientou Tatyana.
Apesar da redução, o Amazonas ainda registra um número expressivo de casos da doença . Por isso, a FVS-RCP reforça a importância da prevenção e do diagnóstico rápido.
O diretor de Vigilância Ambiental da fundação, Elder Figueiredo, orienta que pessoas com sintomas procurem uma unidade de saúde e sigam o tratamento até o fim.
"Ainda temos um número expressivo de casos de malária no Amazonas, o que demonstra a importância de manter as ações preventivas. Ao apresentar sintomas, a população deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para realizar o diagnóstico e seguir o tratamento até o fim", orienta o diretor.
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