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Prêmio Nobel da Paz 2026 vai para Navi Pillay, | G1

Pillay é um exemplo na promoção da paz e do direito internacional, segundo o Comitê do Nobel. Pillay foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país, presidiu o tribunal que julgou o genocídio em Ruanda e chefiou a área de direitos humanos da ONU.

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O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi concedido a Navanethem "Navi" Pillay, anunciou o Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, nesta sexta-feira (10).

Ela foi premiada "por seus esforços para promover a paz e o direito internacional" , afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes. Leia aqui sobre quem é Navi Pillay.

"O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão", afirmou Frydnes.

Pillay ainda não havia sido informada pelo sobre sua vitória no Nobel da Paz, porque o comitê não conseguiu entrar em contato com ela, segundo Frydnes. "Se vir um número norueguês ligando, por favor atenda", brincou o presidente do comitê.

A sul-africana Navanethem Pillay, de 85 anos, é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, anunciou o Comitê Norueguês do Nobel nesta sexta-feira (9), em Oslo. Conhecida como Navi Pillay, a jurista passou a vida dentro de tribunais. Começou nos da África do Sul do apartheid, onde pessoas como ela tinham direitos limitados por lei, e chegou às cortes criadas para julgar os piores crimes cometidos contra civis.

A jurista sul-africana Navanethem 'Navi' Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, em foto de 16 de setembro de 2026 — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Pillay nasceu em 23 de setembro de 1941, em um bairro pobre de Durban. De etnia tâmil, um povo do sul da Índia com uma grande comunidade na África do Sul, ela é filha de um motorista de ônibus. Em 1965, casou-se com o advogado Gaby Pillay.

Uma advogada não branca contra o regime que a excluía

Pillay começou a advogar durante o apartheid, o sistema de segregação racial que dividia a população sul-africana por cor de pele e reservava a maior parte dos direitos políticos e civis à minoria branca. O Congresso Nacional Africano (CNA), partido que liderou a luta contra o regime, a descreve como uma ativista anti-apartheid cuja trajetória se confunde com a história da libertação do país.

Com o fim da segregação, ela se tornou a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul.

Prêmio Nobel da Paz 2026 vai para a sul-africana Navanethem 'Navi' Pillay — Foto: Nobel/Divulgação

Das cortes internacionais ao comando dos direitos humanos na ONU

A carreira seguiu para fora do país. Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional e presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado para julgar os responsáveis pelo genocídio de 1994 naquele país africano.

Entre 2008 e 2014, ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. É a principal autoridade da ONU dedicada a acompanhar violações cometidas por governos no mundo inteiro.

A edição deste ano deve premiar alguém ou alguma instituição que reforce os valores do multilateralismo e novas formas de cooperação diante da crescente tendência de fragmentação internacional, segundo especialistas ouvidos pela agência de notícias Reuters.

Além de uma medalha de ouro com o perfil de Alfredo Nobel, fundador do prêmio, o laureado também receberá 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões).

Ao todo, 287 candidatos foram indicados para o prêmio deste ano , incluindo 208 pessoas e 79 organizações, segundo o comitê do Nobel. No entanto, ninguém sabe quem eles são porque a lista de indicados é mantida em sigilo por 50 anos dentro de um cofre no porão do Instituto Nobel da Noruega , em Oslo.

O prêmio é escolhido pelo Comitê Nobel Norueguês, que é formado por cinco pessoas nomeadas pelo Parlamento da Noruega. O comitê, no entanto, não têm nenhum vínculo com o governo norueguês. Seus membros são frequentemente, mas não sempre, políticos aposentados.

Um total de 106 foram entregues até hoje. Dos 143 laureados, 20 são mulheres. A pessoa mais jovem a vencer o Nobel da Paz tinha 17 anos e o mais velho, 86.

Moeda concedida aos vencedores do prêmio Nobel da Paz — Foto: Patrick Semansky/AP

Nomes cotados para receber o Nobel da Paz — Foto: EPA; AP; Andy Wong/AP; Denis Balibouse/Reuters; Yves Herman/Reuters; Reprodução: Wikimedia Commons

Além dos líderes dos EUA e do Canadá, para esta edição, analistas apostam em candidatos ligados à cooperação internacional, à defesa dos direitos humanos e à proteção de civis em áreas de conflito. Também aparecem entre as apostas instituições internacionais, organizações humanitárias e grupos que atuam na defesa da liberdade de imprensa e dos direitos das crianças.

O cenário de guerras e crises humanitárias também colocou na lista redes de voluntários e equipes de emergência que prestam ajuda diretamente às populações afetadas.

Entre as pessoas, os destaques vão para:

Jornalista e militante pró-democracia chinês Jimmy Lai;

Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados;

Militante pelo direitos das crianças Mykola Kuleba.

Trump diz ter recebido medalha do Nobel da Paz como 'presente' de María Corina Machado — Foto: Reprodução/X

A política María Corina Machado, líder da oposição ao chavismo na Venezuela, venceu o Nobel da Paz de 2025 . O Comitê do Nobel destacou sua luta pela democracia e pelos direitos humanos na Venezuela do regime Maduro.

Sua premiação, no entanto, foi rapidamente envolta em uma polêmica que teve o presidente dos EUA, Donald Trump, como um dos pivôs. Corina Machado deu sua medalha do Nobel da Paz ao presidente norte-americano após ele tê-la pressionado a fazê-lo e também em meio a uma investida da líder opositora venezuelana para assumir o poder na Venezuela com a ajuda dos EUA.

Apesar do gesto, Corina Machado foi preterida pela vice de Maduro, Delcy Rodriguez , para ficar no poder após a ação militar que derrubou Maduro.

Donald Trump na Casa Branca — Foto: Kylie Cooper/Reuters

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Friday, October 9, 2026

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