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Wednesday, September 9, 2026

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Fibromialgia: Isabela Garcia relembra luta da mãe contra síndrome ao tratar do tema em novela | G1

Atriz que vive Elisa em 'Quem ama cuida' diz conhecer de perto o sofrimento causado pela síndrome, que provoca dores crônicas e afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas

· 661 words

Interpretar uma personagem com fibromialgia em "Quem ama cuida" fez Isabela Garcia revisitar uma experiência pessoal dolorosa. A atriz que acompanhou de perto a luta da mãe contra a síndrome, marcada por dores intensas, diagnósticos difíceis e impactos emocionais profundos.

Na trama, a personagem Elisa, mãe da protagonista, enfrenta semanas de sofrimento, com exames inconclusivos, até descobrir a causa dos sintomas. A história lembra a trajetória de muitos pacientes que convivem durante anos com dores sem explicação antes de receberem o diagnóstico correto.

"Minha mãe tinha fibromialgia. Ela sofria muito com muitas dores e achavam que era uma coisa, achavam que era outra. A pessoa passa por momentos difíceis de saúde, de dores absurdas, de altos e baixos. Isso mina o psicológico da pessoa", afirmou a atriz.

Isabela Garcia relembra luta da mãe contra fibromialgia ao tratar do tema em novela — Foto: Reprodução/TV Globo

A experiência relatada por Isabela reflete uma realidade comum entre pacientes com fibromialgia. A síndrome é caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga e alterações cognitivas, mas costuma não aparecer em exames laboratoriais ou de imagem, o que pode atrasar a identificação do problema.

Foi o que aconteceu com Daiana, que falou com o Fantástico. Antes de descobrir a doença, ela passou por consultas com ortopedistas, neurologistas e cardiologistas, além de realizar diversos exames que não apontaram alterações. O diagnóstico só veio depois de uma longa busca por respostas.

Segundo especialistas, a fibromialgia está associada a uma disfunção do sistema nervoso central que altera a forma como o cérebro processa a dor. Como consequência, estímulos que normalmente não causariam desconforto podem se tornar dolorosos.

Fibromialgia é uma síndrome que provoca dores crônicas e afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas — Foto: Reprodução/TV Globo

A doença também pode comprometer a vida profissional, social e familiar dos pacientes. Muitas pessoas relatam dificuldade para trabalhar, estudar e realizar tarefas simples do dia a dia. Em períodos de crise, atividades comuns podem se tornar impossíveis.

"A primeira coisa que a fibromialgia me tirou foi o sorriso, porque sorrir dói, incomoda", disse uma pessoa diagnosticada com a síndrome.

Grupos de apoio têm se tornado um espaço importante para troca de experiências e conscientização. Entre as principais reivindicações estão o combate ao preconceito e a ampliação do acesso a tratamentos especializados.

Dores de quem lida com a fibromialgia nem sempre são constantes — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma lei em vigor desde janeiro reconhece a fibromialgia como deficiência. Mas a aposentadoria por invalidez, o auxílio-doença e outros benefícios dependem de uma avaliação.

Cerca de 80% das pessoas diagnosticadas com fibromialgia são mulheres. Mas a medicina vê um viés de gênero nos dados: os homens são estimulados a suportar a convivência com as dores.

Em Niterói, região metropolitana do Rio, um grupo discute ações para informar a população sobre a síndrome. O objetivo é que as pessoas não tenham medo de serem julgadas.

"Não falamos em eliminar ou curar a fibromialgia porque ela é uma condição crônica. O que fazemos é reorganizar, ressignificar e reinventar formas de viver", afirma uma especialista.

Grupo discute ações para informar a população sobre a fibromialgia — Foto: Reprodução/TV Globo

O grupo enfrenta a dor para informar que a fibromialgia não é 'frescura' ou 'coisa da cabeça': ela tem uma base real, física, no corpo.

A iniciativa luta para que os principais remédios que aliviam a dor estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). E que governos padronizem as perícias para definir se uma pessoa com a síndrome é capaz de trabalhar.

A busca por ajuda tem crescido: nos últimos cinco anos, o SUS fez mais de 2 milhões de atendimentos relacionados à fibromialgia. Hoje, são mais de seis mil profissionais dedicados só à dor crônica.

Não há tratamento que resolva a síndrome, mas todos podem tratar fibromiálgicos com gentileza. "A gente não fala sobre eliminar e curar a fibromialgia, porque ela está posta como uma condição crônica. Então, a gente reorganiza, ressignifica", contou a psicóloga.

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