Skip to content
Gigantum.net
World

Servidor teria feito corridas de app no expediente; veja o que se sabe | G1

Ministério Público do Tocantins (MPTO) identificou coincidência entre viagens feitas em Palmas e horários registrados nas folhas de ponto do servidor.

· 539 words

Apuração aponta 267 horas de atividade privada durante o expediente — Foto: Divulgação/Semed Porto

Um servidor da Secretaria Municipal de Educação de Porto Nacional, na região central do Tocantins, é investigado por supostamente realizar corridas como motorista de aplicativo durante o horário em que deveria estar trabalhando. Segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), foram identificadas 561 viagens e coincidências entre os horários das corridas e os registros de expediente.

O levantamento apontou 267 horas e 30 minutos de atividade privada durante a jornada de trabalho. Em 15 dias, as corridas teriam ocupado mais de seis horas do expediente. O MPTO recomendou que a prefeitura instaure um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.

📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp

O Ministério Público cruzou o histórico de uma conta de aplicativo de transporte com as folhas de ponto do servidor, referentes ao período de fevereiro de 2023 a maio de 2026.

Segundo o órgão, houve coincidência entre corridas realizadas em Palmas e horários registrados como expediente em Porto Nacional em pelo menos 134 dias de trabalho.

Como eram controlados os horários do servidor?

De acordo com o MPTO, as folhas de ponto da rede municipal de ensino são preenchidas manualmente.

Entre fevereiro e maio de 2026, o próprio servidor investigado era responsável por atestar sua frequência, na condição de diretor de unidade escolar.

Quantas horas teriam sido trabalhadas no aplicativo?

O levantamento apontou 267 horas e 30 minutos de atividade remunerada durante períodos registrados como jornada de trabalho. Em 15 dias analisados, a atividade privada teria ocupado mais de seis horas do expediente.

O PAD deverá verificar, entre outros pontos, quem preenchia as folhas de frequência, se havia autorização ou conhecimento da administração sobre a atividade privada e se ela era compatível com o cargo e a jornada do servidor.

Também serão analisadas as condutas das chefias responsáveis pelo controle de frequência e a possibilidade de ter ocorrido pagamento sem a correspondente prestação do serviço.

Não. O MPTO afirma que os dados reunidos até o momento têm caráter indiciário e não representam uma conclusão definitiva sobre a conduta do servidor.

A responsabilização dependerá da apuração administrativa, que deverá garantir o contraditório e a ampla defesa.

O que a Prefeitura de Porto Nacional informou?

A Secretaria Municipal de Educação informou que vai instaurar o Processo Administrativo Disciplinar. Segundo a pasta, o servidor já havia sido notificado anteriormente sobre a denúncia e apresentado defesa prévia.

A prefeitura afirmou que, caso sejam comprovadas irregularidades e eventual dano aos cofres públicos, serão adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis, incluindo o ressarcimento de valores.

A Secretaria também informou que vai avaliar a possibilidade de aperfeiçoar o controle de frequência, inclusive com sistemas eletrônicos ou biométricos.

O MPTO deu prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Porto Nacional instaure o processo administrativo e apure os fatos apontados na recomendação.

Durante o PAD, deverão ser analisados os registros de frequência, os dados das corridas, documentos apresentados pelo servidor e outros elementos relacionados ao caso.

Veja mais notícias da região no g1 Tocantins .

Mari Silva é integrante do programa de estágio entre a Rede Anhanguera e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Raphael Pontes.

Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.

Monday, October 19, 2026

© 2026 Gigantum.net. Content gathered automatically from external sources; rights to each text belong to whoever originally published it.