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Friday, September 11, 2026

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Enem: Questões de Sociologia sobre Plataformização do Trabalho | G1

Videoaula aborda temas como plataformização, uberização, precarização e gig economy, que ajudam a entender as transformações nas relações de trabalho.

· 3,582 words

O mundo do trabalho passou por diversas transformações ao longo da história e ganhou novas características com o avanço das tecnologias e das plataformas digitais. Aplicativos como Uber e iFood são exemplos dessa mudança.

Na videoaula do Lá Vem o Enem , o professor de sociologia José Montavani explica conceitos importantes para compreender essas novas relações de trabalho, como plataformização, trabalho por demanda, uberização, precarização e gig economy.

O conteúdo também relaciona essas transformações a modelos produtivos como fordismo e toyotismo, mostrando como a organização do trabalho mudou ao longo do tempo.

Após assistir a videoaula, teste os conhecimentos no simulado abaixo:

A chamada "uberização" do trabalho tem sido analisada por sociólogos como Ricardo Antunes como um fenômeno que altera profundamente as relações trabalhistas contemporâneas. Uma das principais características desse modelo é: A) a garantia de vínculo empregatício formal entre trabalhador e plataforma digital, com todos os direitos assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho. B) a intermediação de serviços por plataformas digitais sem vínculo empregatício e com ausência de direitos trabalhistas como férias, 13º salário e FGTS. C) a remuneração fixa mensal garantida, com adicional por produtividade e bônus por avaliação positiva dos usuários do serviço contratado. D) a proteção previdenciária integral oferecida pelas empresas de tecnologia, incluindo aposentadoria, auxílio-doença e seguro-desemprego. E) a jornada de trabalho regulamentada por convenção coletiva específica para cada categoria de aplicativo, com limite de horas diárias.

A chamada "uberização" do trabalho tem sido analisada por sociólogos como Ricardo Antunes como um fenômeno que altera profundamente as relações trabalhistas contemporâneas. Uma das principais características desse modelo é:

A) a garantia de vínculo empregatício formal entre trabalhador e plataforma digital, com todos os direitos assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho.

B) a intermediação de serviços por plataformas digitais sem vínculo empregatício e com ausência de direitos trabalhistas como férias, 13º salário e FGTS.

C) a remuneração fixa mensal garantida, com adicional por produtividade e bônus por avaliação positiva dos usuários do serviço contratado.

D) a proteção previdenciária integral oferecida pelas empresas de tecnologia, incluindo aposentadoria, auxílio-doença e seguro-desemprego.

E) a jornada de trabalho regulamentada por convenção coletiva específica para cada categoria de aplicativo, com limite de horas diárias.

Leia o texto a seguir: "O trabalhador 'moderno' precisa estar sempre disponível, com o celular na mão, mas sem garantia de férias, 13º salário ou aposentadoria. A 'uberização' se refere a um modelo de negócio que transforma relações de trabalho estáveis em 'bicos' ou trabalho intermitente, onde o trabalhador arca com todos os custos operacionais." Considerando o excerto e os conhecimentos sociológicos sobre as transformações no mundo do trabalho, a uberização da economia pode ser associada à: A) ampliação dos direitos trabalhistas e criação de empregos formais com carteira assinada e estabilidade no emprego. B) expansão do consumo e implementação do Estado de bem-estar social nos países periféricos e em desenvolvimento. C) implementação de políticas públicas de qualificação profissional para trabalhadores informais e desempregados. D) precarização das relações trabalhistas e transferência dos custos operacionais para o trabalhador, com ausência de proteção social. E) criação de empregos com alta remuneração e aumento significativo dos rendimentos do trabalho para os prestadores de serviço.

Leia o texto a seguir: "O trabalhador 'moderno' precisa estar sempre disponível, com o celular na mão, mas sem garantia de férias, 13º salário ou aposentadoria. A 'uberização' se refere a um modelo de negócio que transforma relações de trabalho estáveis em 'bicos' ou trabalho intermitente, onde o trabalhador arca com todos os custos operacionais." Considerando o excerto e os conhecimentos sociológicos sobre as transformações no mundo do trabalho, a uberização da economia pode ser associada à:

A) ampliação dos direitos trabalhistas e criação de empregos formais com carteira assinada e estabilidade no emprego.

B) expansão do consumo e implementação do Estado de bem-estar social nos países periféricos e em desenvolvimento.

C) implementação de políticas públicas de qualificação profissional para trabalhadores informais e desempregados.

D) precarização das relações trabalhistas e transferência dos custos operacionais para o trabalhador, com ausência de proteção social.

E) criação de empregos com alta remuneração e aumento significativo dos rendimentos do trabalho para os prestadores de serviço.

Leia o texto a seguir: As empresas alegam pertencer a um ramo independente de tecnologia, por isso se colocam apenas como mediadoras entre os clientes e os prestadores de serviço. No entanto, são elas que determinam, com base em critérios próprios, o preço desses serviços, o valor a ser pago e, logo, os lucros retidos. O algoritmo decide quem trabalha, quanto ganha e por quanto tempo. O texto descreve um mecanismo de controle característico do trabalho em plataformas digitais, denominado pelos sociólogos de: A) subordinação estrutural, característica do trabalho industrial fordista, com controle exercido por gerentes e supervisores humanos. B) subordinação algorítmica, exercida por sistemas automatizados de gestão que controlam a distribuição de tarefas e a avaliação dos trabalhadores. C) supervisão direta, com controle exercido por gerentes e supervisores humanos que acompanham o trabalho em tempo real. D) autogestão operária, com os trabalhadores controlando os meios de produção e decidindo coletivamente sobre as condições de trabalho. E) cooperação solidária, baseada em redes de ajuda mútua entre os trabalhadores que compartilham informações sobre as melhores rotas.

Leia o texto a seguir: As empresas alegam pertencer a um ramo independente de tecnologia, por isso se colocam apenas como mediadoras entre os clientes e os prestadores de serviço. No entanto, são elas que determinam, com base em critérios próprios, o preço desses serviços, o valor a ser pago e, logo, os lucros retidos. O algoritmo decide quem trabalha, quanto ganha e por quanto tempo. O texto descreve um mecanismo de controle característico do trabalho em plataformas digitais, denominado pelos sociólogos de:

A) subordinação estrutural, característica do trabalho industrial fordista, com controle exercido por gerentes e supervisores humanos.

B) subordinação algorítmica, exercida por sistemas automatizados de gestão que controlam a distribuição de tarefas e a avaliação dos trabalhadores.

C) supervisão direta, com controle exercido por gerentes e supervisores humanos que acompanham o trabalho em tempo real.

D) autogestão operária, com os trabalhadores controlando os meios de produção e decidindo coletivamente sobre as condições de trabalho.

E) cooperação solidária, baseada em redes de ajuda mútua entre os trabalhadores que compartilham informações sobre as melhores rotas.

Leia o texto a seguir: "No sistema capitalista, as muitas manifestações de crise criam condições que forçam a algum tipo de racionalização. Em geral, essas crises periódicas têm o efeito de expandir a capacidade produtiva e de renovar as condições de acumulação. A crise de 1973, por exemplo, foi fundamental para a reestruturação produtiva que se seguiu." HARVEY, D. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005 (adaptado). A partir da perspectiva de David Harvey sobre as crises do capitalismo, a condição para a inclusão dos trabalhadores no novo processo produtivo descrito no texto é a: A) associação sindical e fortalecimento da representação coletiva para negociar melhores condições de trabalho. B) participação eleitoral e engajamento em partidos políticos que defendam os interesses da classe trabalhadora. C) migração internacional para países com maior oferta de empregos e melhores condições salariais. D) qualificação profissional para atender às novas demandas produtivas impostas pela reestruturação capitalista. E) regulamentação funcional por meio de leis trabalhistas protetivas que garantam direitos mínimos aos trabalhadores.

Leia o texto a seguir: "No sistema capitalista, as muitas manifestações de crise criam condições que forçam a algum tipo de racionalização. Em geral, essas crises periódicas têm o efeito de expandir a capacidade produtiva e de renovar as condições de acumulação. A crise de 1973, por exemplo, foi fundamental para a reestruturação produtiva que se seguiu." HARVEY, D. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005 (adaptado). A partir da perspectiva de David Harvey sobre as crises do capitalismo, a condição para a inclusão dos trabalhadores no novo processo produtivo descrito no texto é a:

A) associação sindical e fortalecimento da representação coletiva para negociar melhores condições de trabalho.

B) participação eleitoral e engajamento em partidos políticos que defendam os interesses da classe trabalhadora.

C) migração internacional para países com maior oferta de empregos e melhores condições salariais.

D) qualificação profissional para atender às novas demandas produtivas impostas pela reestruturação capitalista.

E) regulamentação funcional por meio de leis trabalhistas protetivas que garantam direitos mínimos aos trabalhadores.

Leia o texto a seguir: "O que está em curso é a formação de um proletariado de serviços ou um proletariado do precariado, marcado pela informalidade, intermitência, terceirização e desproteção social. A terceirização é a forma mais avançada de precarização estrutural do trabalho." ANTUNES, R. O Caracol e sua Concha: ensaios sobre a nova morfologia do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2005. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a obra de Ricardo Antunes, a terceirização, conforme analisada pelo autor, tende a: A) promover a igualdade de direitos no ambiente de trabalho, homogeneizando as condições para todos os funcionários da mesma empresa. B) fortalecer os sindicatos e a organização coletiva dos trabalhadores, unificando suas lutas em torno de pautas comuns. C) extinguir a figura do empregador, transferindo toda a responsabilidade trabalhista para o empregado que presta o serviço. D) fragmentar a classe trabalhadora, criando hierarquias e diferenças de direitos dentro de um mesmo local de trabalho. E) garantir a estabilidade no emprego, pois as empresas terceirizadas oferecem contratos mais longos e seguros.

Leia o texto a seguir: "O que está em curso é a formação de um proletariado de serviços ou um proletariado do precariado, marcado pela informalidade, intermitência, terceirização e desproteção social. A terceirização é a forma mais avançada de precarização estrutural do trabalho." ANTUNES, R. O Caracol e sua Concha: ensaios sobre a nova morfologia do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2005. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a obra de Ricardo Antunes, a terceirização, conforme analisada pelo autor, tende a:

A) promover a igualdade de direitos no ambiente de trabalho, homogeneizando as condições para todos os funcionários da mesma empresa.

B) fortalecer os sindicatos e a organização coletiva dos trabalhadores, unificando suas lutas em torno de pautas comuns.

C) extinguir a figura do empregador, transferindo toda a responsabilidade trabalhista para o empregado que presta o serviço.

D) fragmentar a classe trabalhadora, criando hierarquias e diferenças de direitos dentro de um mesmo local de trabalho.

E) garantir a estabilidade no emprego, pois as empresas terceirizadas oferecem contratos mais longos e seguros.

Leia o texto a seguir: "O tempo de trabalho, que outrora tinha uma fronteira relativamente clara em relação ao tempo de não trabalho, torna-se agora um tempo socialmente indeterminado. O trabalhador está sempre 'conectado' e disponível, mesmo fora do horário tradicional de expediente." ANTUNES, R. Os Sentidos do Trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009. A afirmação de Antunes dialoga diretamente com uma característica do trabalho flexível no capitalismo contemporâneo, que é: A) a rígida separação entre a vida profissional e a vida pessoal, típica do modelo fordista de produção em massa e esteira. B) a redução significativa da jornada de trabalho para todas as categorias profissionais, com mais tempo livre para o lazer. C) o borramento dos limites entre o tempo de trabalhar e o tempo de descansar, com disponibilidade permanente exigida dos trabalhadores. D) a garantia institucional de que o tempo de lazer será sempre respeitado pelos empregadores e pelas plataformas digitais. E) a predominância do trabalho analógico e presencial, sem interferência das tecnologias digitais na rotina laboral.

Leia o texto a seguir: "O tempo de trabalho, que outrora tinha uma fronteira relativamente clara em relação ao tempo de não trabalho, torna-se agora um tempo socialmente indeterminado. O trabalhador está sempre 'conectado' e disponível, mesmo fora do horário tradicional de expediente." ANTUNES, R. Os Sentidos do Trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009. A afirmação de Antunes dialoga diretamente com uma característica do trabalho flexível no capitalismo contemporâneo, que é:

A) a rígida separação entre a vida profissional e a vida pessoal, típica do modelo fordista de produção em massa e esteira.

B) a redução significativa da jornada de trabalho para todas as categorias profissionais, com mais tempo livre para o lazer.

C) o borramento dos limites entre o tempo de trabalhar e o tempo de descansar, com disponibilidade permanente exigida dos trabalhadores.

D) a garantia institucional de que o tempo de lazer será sempre respeitado pelos empregadores e pelas plataformas digitais.

E) a predominância do trabalho analógico e presencial, sem interferência das tecnologias digitais na rotina laboral.

Leia o texto a seguir: "A acumulação flexível se apoia na flexibilidade dos processos de trabalho, dos mercados de trabalho, dos produtos e padrões de consumo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional." HARVEY, D. A Condição Pós-Moderna. São Paulo: Loyola, 1992. Sobre a "acumulação flexível", conceito desenvolvido por David Harvey para descrever a reestruturação do capitalismo a partir da década de 1970, é correto afirmar que: A) representa uma expansão e aprofundamento do princípio fordista de produção em massa, com aumento da produção padronizada. B) garantiu a estabilidade dos postos de trabalho e a padronização dos processos produtivos, com aumento do emprego formal. C) eliminou completamente as formas de trabalho temporário e subcontratado, fortalecendo o emprego regular e estável. D) gerou aumento significativo do trabalho especializado e da racionalidade produtiva para todos os trabalhadores. E) aumentou a precarização das relações de trabalho e reduziu o emprego regular estável, com expansão do trabalho atípico.

Leia o texto a seguir: "A acumulação flexível se apoia na flexibilidade dos processos de trabalho, dos mercados de trabalho, dos produtos e padrões de consumo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional." HARVEY, D. A Condição Pós-Moderna. São Paulo: Loyola, 1992. Sobre a "acumulação flexível", conceito desenvolvido por David Harvey para descrever a reestruturação do capitalismo a partir da década de 1970, é correto afirmar que:

A) representa uma expansão e aprofundamento do princípio fordista de produção em massa, com aumento da produção padronizada.

B) garantiu a estabilidade dos postos de trabalho e a padronização dos processos produtivos, com aumento do emprego formal.

C) eliminou completamente as formas de trabalho temporário e subcontratado, fortalecendo o emprego regular e estável.

D) gerou aumento significativo do trabalho especializado e da racionalidade produtiva para todos os trabalhadores.

E) aumentou a precarização das relações de trabalho e reduziu o emprego regular estável, com expansão do trabalho atípico.

Para Ricardo Antunes, o trabalho na contemporaneidade sofre profundas transformações em sua "morfologia". Uma das principais teses do autor é a formação de um "proletariado de serviços" ou "precariado", caracterizado por: A) expansão do trabalho formal e estável em setores como tecnologia e finanças, com altos salários e benefícios atrativos. B) garantia de direitos trabalhistas históricos conquistados, aplicados agora integralmente ao setor de serviços e ao comércio. C) substituição completa do trabalho industrial pelo trabalho rural mecanizado e agroexportador nos países periféricos. D) precarização, flexibilidade e insegurança que atingem massivamente os trabalhadores do setor de serviços na contemporaneidade. E) formação de uma classe média ampla e consumidora, baseada em empregos públicos concursados e estáveis ao longo da vida.

Para Ricardo Antunes, o trabalho na contemporaneidade sofre profundas transformações em sua "morfologia". Uma das principais teses do autor é a formação de um "proletariado de serviços" ou "precariado", caracterizado por:

A) expansão do trabalho formal e estável em setores como tecnologia e finanças, com altos salários e benefícios atrativos.

B) garantia de direitos trabalhistas históricos conquistados, aplicados agora integralmente ao setor de serviços e ao comércio.

C) substituição completa do trabalho industrial pelo trabalho rural mecanizado e agroexportador nos países periféricos.

D) precarização, flexibilidade e insegurança que atingem massivamente os trabalhadores do setor de serviços na contemporaneidade.

E) formação de uma classe média ampla e consumidora, baseada em empregos públicos concursados e estáveis ao longo da vida.

Leia os textos a seguir: Texto I "Considerada exclusivamente como meio de barateamento do produto, o limite para o uso da maquinaria está dado na condição de que sua própria produção custe menos trabalho do que o trabalho que sua aplicação substitui. Para o capital, no entanto, esse limite se expressa de forma mais estreita. Como ele não paga o trabalho aplicado, mas o valor da força de trabalho aplicada, o uso da máquina lhe é restringido pela diferença entre o valor da máquina e o valor da força de trabalho por ela substituída." MARX, Karl. O Capital, 2017. Texto II "A classe que vive do trabalho vê-se hoje desfigurada, fragmentada e complexificada, composta por assalariados típicos e atípicos, terceirizados, públicos, temporários, entre outros. A uberização representa uma nova etapa do capitalismo digital, na qual o trabalhador se torna 'empreendedor de si mesmo', mas sem as proteções do Estado ou da CLT." ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho? São Paulo: Cortez, 1995. A análise de Ricardo Antunes sobre a classe trabalhadora contemporânea, considerando a transição do capitalismo industrial para o digital, aponta para uma: A) homogeneização e simplificação da composição da classe trabalhadora, facilitando sua organização política e sindical. B) diminuição numérica absoluta da classe trabalhadora, tornando-a irrelevante para a análise sociológica contemporânea. C) migração em massa da classe trabalhadora para o setor rural, reconfigurando o campesinato moderno e as relações agrárias. D) absorção completa da classe trabalhadora pela classe média, diluindo os conflitos de classe tradicionais do capitalismo. E) fragmentação e heterogeneidade da classe trabalhadora, impondo grandes desafios para sua organização coletiva e luta sindical.

Leia os textos a seguir: Texto I "Considerada exclusivamente como meio de barateamento do produto, o limite para o uso da maquinaria está dado na condição de que sua própria produção custe menos trabalho do que o trabalho que sua aplicação substitui. Para o capital, no entanto, esse limite se expressa de forma mais estreita. Como ele não paga o trabalho aplicado, mas o valor da força de trabalho aplicada, o uso da máquina lhe é restringido pela diferença entre o valor da máquina e o valor da força de trabalho por ela substituída." MARX, Karl. O Capital, 2017. Texto II "A classe que vive do trabalho vê-se hoje desfigurada, fragmentada e complexificada, composta por assalariados típicos e atípicos, terceirizados, públicos, temporários, entre outros. A uberização representa uma nova etapa do capitalismo digital, na qual o trabalhador se torna 'empreendedor de si mesmo', mas sem as proteções do Estado ou da CLT." ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho? São Paulo: Cortez, 1995. A análise de Ricardo Antunes sobre a classe trabalhadora contemporânea, considerando a transição do capitalismo industrial para o digital, aponta para uma:

A) homogeneização e simplificação da composição da classe trabalhadora, facilitando sua organização política e sindical.

B) diminuição numérica absoluta da classe trabalhadora, tornando-a irrelevante para a análise sociológica contemporânea.

C) migração em massa da classe trabalhadora para o setor rural, reconfigurando o campesinato moderno e as relações agrárias.

D) absorção completa da classe trabalhadora pela classe média, diluindo os conflitos de classe tradicionais do capitalismo.

E) fragmentação e heterogeneidade da classe trabalhadora, impondo grandes desafios para sua organização coletiva e luta sindical.

Leia o texto a seguir: "A terceirização é a forma mais avançada de precarização estrutural do trabalho, pois fragmenta a classe trabalhadora, criando um exército de reserva dentro da própria empresa, com direitos reduzidos e salários inferiores. A uberização leva essa lógica ao extremo, eliminando qualquer mediação entre o trabalhador e o controle algorítmico." ANTUNES, Ricardo. O Privilégio da Servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018. A partir da análise de Ricardo Antunes sobre a precarização estrutural do trabalho e o fenômeno da uberização, é correto afirmar que: A) a uberização representa uma ruptura completa com o processo histórico de precarização, criando novas formas de proteção social para os trabalhadores. B) a transferência de riscos e custos operacionais para o trabalhador é uma característica central do modelo de negócio das plataformas, reduzindo os custos das empresas. C) a autonomia do trabalhador de plataforma é ampla e efetiva, pois ele pode escolher seus horários e recusar tarefas sem qualquer penalidade. D) a terceirização e o trabalho em plataformas contribuem para a redução das desigualdades sociais ao oferecerem oportunidades de renda estável. E) a uberização fortalece a organização sindical dos trabalhadores, pois elimina a figura do patrão e permite maior autonomia coletiva.

Leia o texto a seguir: "A terceirização é a forma mais avançada de precarização estrutural do trabalho, pois fragmenta a classe trabalhadora, criando um exército de reserva dentro da própria empresa, com direitos reduzidos e salários inferiores. A uberização leva essa lógica ao extremo, eliminando qualquer mediação entre o trabalhador e o controle algorítmico." ANTUNES, Ricardo. O Privilégio da Servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018. A partir da análise de Ricardo Antunes sobre a precarização estrutural do trabalho e o fenômeno da uberização, é correto afirmar que:

A) a uberização representa uma ruptura completa com o processo histórico de precarização, criando novas formas de proteção social para os trabalhadores.

B) a transferência de riscos e custos operacionais para o trabalhador é uma característica central do modelo de negócio das plataformas, reduzindo os custos das empresas.

C) a autonomia do trabalhador de plataforma é ampla e efetiva, pois ele pode escolher seus horários e recusar tarefas sem qualquer penalidade.

D) a terceirização e o trabalho em plataformas contribuem para a redução das desigualdades sociais ao oferecerem oportunidades de renda estável.

E) a uberização fortalece a organização sindical dos trabalhadores, pois elimina a figura do patrão e permite maior autonomia coletiva.

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