Coreia do Norte lança 2 mísseis em intervalo de três horas; EUA descartam ameaça imediata | G1
Disparos ocorrem dias após Pyongyang acusar americanos de provocação militar e reiterar o fortalecimento do seu arsenal nuclear.
Imagem de míssel norte-coreano em televisão da Coreia do Sul em foto de 5 de janeiro de 2022 — Foto: Jung Yeon-je / AFP
A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos em um intervalo de apenas três horas neste domingo (20) . Os disparos ocorrem dois dias após Pyongyang acusar os Estados Unidos de aumentar as tensões na península coreana por meio de exercícios militares na região .
O primeiro lançamento foi detectado pelas Forças Armadas da Coreia do Sul por volta das 15h (horário local), partindo da região de Wonsan. O artefato voou cerca de 450 quilômetros antes de cair no mar, segundo autoridades. Aproximadamente três horas depois, por volta das 17h50, identificaram o lançamento de um segundo míssil balístico de curto alcance. O artefato também partiu da região de Wonsan e percorreu uma distância superior a 600 quilômetros.
A emissora pública japonesa NHK e o Ministério da Defesa do país confirmaram o monitoramento das atividades. Segundo autoridades japonesas, os projéteis caíram fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país. O governo local apresentou um protesto formal contra Pyongyang por meio de canais diplomáticos em Pequim .
"Essa série de ações da Coreia do Norte ameaça a paz e a segurança do Japão, da região e da comunidade internacional", disse o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, citado pelo jornal Nikkei.
Já autoridades da Coreia do Sul informaram que acompanharam os movimentos desde o início e que os dados de inteligência sobre os lançamentos foram compartilhados em tempo real entre Seul , Washington e Tóquio . O Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul condenou expressamente as ações norte-coreanas. O órgão exigiu a interrupção imediata dos testes e declarou que a prática viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU .
Em comunicado oficial no X , o Comando do Pacífico dos Estados Unidos afirmou que monitora a situação em conjunto com os aliados. As autoridades americanas destacaram que os testes não representam uma ameaça imediata ao território ou aos aliados.
Publicação oficial do 'U.S. Pacific Command' no X (antigo Twitter), em tradução automática. — Foto: Reprodução Redes/@USPACOM
O novo episódio ocorre em um momento de forte atrito político e militar na região. Na semana passada, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-Un , atribuiu a escalada das tensões na península aos exercícios navais liderados pelos Estados Unidos .
🔎 Denominado ' Pacific Vanguard 2026 ' — liderado pela Marinha dos EUA com a participação da Coreia do Sul, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Japão nas imediações de Guam — o exercício militar ocorreu entre 29 de agosto e 10 de setembro, segundo a Força de Autodefesa Marítima do Japão.
Pyongyang também rejeitou recentemente uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre seu programa nuclear. O governo norte-coreano reafirmou que não mudará a trajetória de fortalecimento de seu arsenal estratégico.
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