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Do hospital à mesa do restaurante: como robôs estão ganhando espaço | G1

Tecnologia já transporta medicamentos, serve grostoli, produz panelas e ajuda a movimentar milhões de itens por dia em empresas da região.

· 770 words

Seja nos corredores de um hospital , entre as mesas de um restaurante ou no ritmo acelerado das linhas de produção industriais , os robôs já circulam pela Serra Gaúcha em ritmo acelerado . Longe de serem apenas uma promessa futurista, eles assumem funções cada vez mais importantes no presente.

O avanço da automação tem ajudado empresas e instituições a ganhar eficiência, reduzir esforços repetitivos e liberar profissionais para atividades mais estratégicas e humanas.

Em um hospital de Caxias do Sul , uma das integrantes mais conhecidas da equipe não é médica nem enfermeira. A "colega" tecnológica percorre os corredores de forma autônoma para levar medicamentos até os postos de enfermagem .

Robô em hospital de Caxias do Sul — Foto: Reprodução/ RBS TV

Abastecida pela equipe da farmácia hospitalar, ela segue trajetos pré-definidos e utiliza sensores capazes de identificar obstáculos pelo caminho . Ao chegar ao destino, avisa o setor por telefone para que os medicamentos sejam retirados .

Segundo a coordenação da farmácia hospitalar, mais de três mil medicamentos são transportados todos os meses pelo robô dentro da instituição . Para o hospital, o principal benefício é dar aos profissionais um recurso valioso: tempo para estar ao lado dos pacientes .

"Existem questões que transcendem a questão do interação homem-máquina. É a troca de olhares, a troca de experiências", diz o presidente da Unimed Caxias do Sul, André Leite.

Mas não é só na área da saúde que as máquinas chamam atenção.

Em Garibaldi , um restaurante transformou a automação em experiência para os clientes. O espaço foi planejado para a circulação de robôs garçons , com mesas fixas, piso adequado e corredores amplos.

Entre uma entrega e outra, a simpática atendente eletrônica ainda conversa em italiano .

"Espero que goste de seus pratos. O restante será servido em breve", diz o robô.

Robô em restaurante de Garibaldi (RS) — Foto: Reprodução/ RBS TV

Para a gerência do estabelecimento, os robôs ajudam principalmente a transportar bandejas e objetos mais pesados. Já as tradicionais cozinheiras seguem protagonizando a preparação dos famosos grostolis.

"Um funcionário teria que carregar todo esse peso até a mesa do cliente. Desta forma, o robô faz o trabalho pesado. Ele consegue ter um ambiente melhor de trabalho para o funcionário também", aponta o gerente Fabiano Ferrari.

Robô da fábrica da Tramontina de Carlos Barbosa (RS) — Foto: Reprodução/ RBS TV

Se nos hospitais e restaurantes os robôs chamam atenção, dentro das fábricas eles já se tornaram indispensáveis.

Na fábrica multinacional Tramontina de Carlos Barbosa , cerca de 600 máquinas automatizadas participam da produção que chega a dois milhões de produtos por dia .

De acordo com a direção da empresa, a automação vem sendo ampliada há décadas com o objetivo de melhorar processos e qualidade. A ideia não é substituir pessoas, mas reduzir tarefas repetitivas e direcionar trabalhadores para funções de maior valor agregado.

"Há uma integração e uma necessidade. Até porque se você não tiver o fator humano, não vai ter a programação, a robótica, a inovação", afirma o diretor comercial Marcos Antônio Grespan.

São os robôs que movimentam estoques, abastecem linhas de produção e executam etapas da fabricação de panelas e frigideiras . Em poucos instantes, chapas metálicas se transformam em produtos acabados graças ao trabalho conjunto entre tecnologia e profissionais especializados.

"Então, os robôs nos auxiliam em diversos aspectos da operação, dando muita confiabilidade, produtividade e uma diversa gama de aplicações", comenta o gerente técnico Rafael Vagliatti.

Por trás de cada movimento preciso existe trabalho humano.

Em uma empresa de Caxias do Sul especializada em soluções de automação industrial, programadores e técnicos são responsáveis por ensinar os robôs a executar cada tarefa .

Velocidade, trajetos, desvios e movimentos milimétricos precisam ser configurados por profissionais que transformam as necessidades dos clientes em operações automatizadas.

"A gente pega uma necessidade de um cliente, torna isso viável, fazendo a solução de acordo com o produto e a necessidade do cliente", diz o diretor executivo Eduardo Sachet.

O resultado é uma produção capaz de funcionar sem interrupções , mantendo o mesmo padrão de qualidade e repetibilidade durante todo o processo.

Para profissionais que atuam na área, a ideia de que os robôs substituem trabalhadores não encontra respaldo na prática . As máquinas assumem tarefas repetitivas e de precisão, enquanto a programação, a operação e o desenvolvimento das soluções continuam dependendo de pessoas.

"Isso gera uma melhoria de qualidade, também faz com que o funcionário não tenha necessidade de fazer operações repetitivas e possa ser deslocado também para áreas onde o seu trabalho tem um valor agregado maior", diz o diretor comercial da Tramontina Marcos Antônio Grespan.

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Sunday, October 25, 2026

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