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Negócios que valorizam a floresta ganham espaço no empreendedorismo amazônico | G1

No Dia do Empreendedor, Pamela Mota Oliveira, da Made in Amazon, celebra premiação conquistada no mês de setembro

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Pamela Mota Oliveira, fundadora da Made in Amazon — Foto: Ekco Produções

Neste 5 de outubro, Dia do Empreendedor, a trajetória da fundadora da Made in Amazon , a empresária Pamela Mota Oliveira, tem o que comemorar. No mês de setembro, ela conquistou o 2º lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, etapa regional, categoria Pequenos Negócios, uma das principais premiações do empreendedorismo feminino do país.

O reconhecimento destaca um modelo de negócio que aposta em um setor em expansão e confirma que manter a floresta em pé pode gerar bons investimentos. Dados de 2026 do WRI Brasil apontam que a bioeconomia já gera um PIB de R$ 12 bilhões somente na Amazônia Legal, com estimativa de chegar a R$ 38,6 bilhões em 2050 e gerar mais de 800 mil novos empregos, substituindo atividades historicamente associadas ao desmatamento. É nesse cenário que empreendimentos como a Made in Amazon ganham espaço.

Como em muitas histórias de empreendedorismo, a ideia partiu de uma demanda observada na prática, em feiras e exposições pelo país. “ A ideia surgiu a partir de várias viagens ao lado do meu esposo Orsine Oliveira Júnior, onde percebemos o desejo das pessoas em ter produtos e artesanatos da Amazônia. A dificuldade dos artesãos em ter como vender esses produtos de uma maneira mais acessível nos fez enxergar essa modalidade de negócio, uma vez que dessa forma podemos chegar a qualquer lugar do mundo” , conta Pamela.

Hoje a Made in Amazon conecta artesãos, ribeirinhos e produtores amazonenses a consumidores de todo o Brasil e do exterior. Para a fundadora, o que está à venda vai além do produto em si: “ Vendemos a arte que emana da floresta, traduzida pelas mãos daqueles que sabem muito sobre ancestralidade, identidade e regionalismo. Queremos sempre contar a história desses produtos, porque o que vale mesmo é saber a origem, o insumo e como ele é feito.”

O prêmio do Sebrae reforça a ideia de que negócio e floresta em pé podem caminhar juntos. “Precisamos ser vistos como produtores de valores, aqui incluo valores reais em preservação da floresta através do reaproveitamento de insumos como subsistência e o reconhecimento da floresta em pé como um ativo econômico. Mas a maior transformação vai ser quando o mundo perceber que o maior produto da Amazônia não é a matéria-prima, mas o valor que nasce do conhecimento de quem vive na floresta” , resume Pamela.

Pamela Mota Oliveira na entrega do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios — Foto: Ekco Produções

Uma rede que já reúne mais de dez fornecedores

Atualmente, a Made in Amazon trabalha com mais de dez fornecedores, cada um à frente de sua própria equipe de artesãos, em municípios como Manaus, Parintins, Careiro Castanho, Novo Airão, Maués e Apuí. O primeiro ano de operação, segundo a fundadora, foi de consolidação, com crescimento mês a mês e ponto alto no lançamento da coleção Raízes.

“Esse nosso primeiro ano foi marcado por um trabalho de consolidação que veio crescendo todos os meses. A nossa coleção Raízes foi pensada com muito carinho e foi um sucesso” , afirma.

Marchetaria e centros de mesa: a floresta como matéria-prima

Entre as técnicas trabalhadas pela marca, como marchetaria, trançados, bordados, velas e centros de mesa, Pamela destaca duas como as que mais expressam o compromisso com a floresta em pé: “Acredito que sejam a marchetaria e os centros de mesa. Eles extraem fortemente o que é da floresta, desde a madeira recolhida nos rios até os caroços e miçangas de frutos da Amazônia” , explica.

Antes de chegar à casa do consumidor, cada peça da curadoria passa pelas mãos dos artesãos, responsáveis por transformar matérias-primas da região em objetos com identidade e história.

Essa relação direta com a matéria-prima também aparece na forma como a marca enxerga seus parceiros. “Todos eles carregam um pouco dessa tradição, seja na culinária, seja numa técnica. E quando colocam isso junto com a arte, temos resultados lindos e cheios de significado. O resultado é uma coleção que reúne conhecimento, matéria-prima e talento: peças feitas para serem vistas, tocadas e vividas no dia a dia” , diz Pamela.

Colar com pingente em marchetaria — Foto: Ekco Produções

Bioeconomia como caminho de desenvolvimento

Para a fundadora, a Made in Amazon se insere em um projeto maior de posicionamento do Amazonas na economia baseada na floresta. “Queremos contribuir para um modelo de desenvolvimento que mantenha a floresta viva, fortaleça as comunidades locais e posicione o Amazonas como referência mundial em inovação baseada na sua biodiversidade e riqueza”, afirma.

A empresária explica que o trabalho de bastidores está sincronizado com a proposta da plataforma. “Um exemplo: diferentes madeiras são cuidadosamente cortadas e encaixadas. As cores naturais da floresta se encontram para formar desenhos únicos, revelando detalhes que só o trabalho manual consegue alcançar. Nos trançados, outro exemplo, as fibras ganham forma em movimentos precisos. Cada trama cria relevo, profundidade e uma conexão direta com saberes transmitidos ao longo das gerações” , pontua.

Próximos passos: expansão além do Amazonas

Para os próximos doze meses, a marca planeja ampliar sua presença para além das fronteiras do estado. “Queremos fortalecer ainda mais nossa presença levando nossa identidade cultural; ampliar nossa rede de artesãos para fora do Amazonas, para outros estados da região amazônica, além de investir ainda mais em rastreabilidade e na comunicação do impacto gerado por cada produto” , projeta Pamela.

Ao falar sobre o que move o negócio, a fundadora resume o propósito da marca: “Queremos fortalecer a ideia de que a floresta em pé gera valor, oportunidades e futuro, transformando a riqueza da Amazônia em desenvolvimento sustentável para quem vive dela.”

Plataforma de e-commerce fundada por Pamela Mota Oliveira que conecta consumidores a produtos autorais inspirados no patrimônio cultural e natural da Amazônia. Reúne peças feitas com técnicas manuais tradicionais como marchetaria, trançados, bordados, velas e centros de mesa, valorizando a produção artesanal amazonense e fomentando a bioeconomia regional.

A venda é feita por loja própria online, sem intermediários, com a narrativa e o processo criativo de cada peça apresentados diretamente ao público. Entre os destaques está a coleção Raízes Parintins, inspirada no Festival Folclórico de Parintins.

Em 17 de julho de 2026, a marca completou um ano, data que coincide com o Dia de Proteção às Florestas (Dia do Curupira), reforçando o vínculo entre a marca e a preservação da floresta.

Para acompanhar as próximas novidades, siga o Instagram e conheça a loja completa aqui .

Centro de mesa feito com insumos da floresta — Foto: Ekco Produções

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Wednesday, October 28, 2026

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