Rússia liberta professor americano Stephen Hubbard | G1
Professor do estado de Michigan foi condenado pelo governo Putin a 7 anos de prisão após um julgamento a portas fechadas, em 2024. Ele estava preso há 4 anos e era acusado de lutar como mercenário na Ucrânia. Presidente dos EUA celebrou libertação.
Stephen Hubbard, professor americano acusado de lutar como mercenário na Ucrânia contra a Rússia, aparece em uma videoconferência enquanto está em uma cela de vidro durante uma sessão do tribunal em Moscou, em 2024. — Foto: AP Photo/Alexander Zemlianichenko
A Rússia libertou nesta quarta-feira (21) o professor americano aposentado Stephen Hubbard, que estava preso há cerca de quatro anos sob acusação de lutar na guerra da Ucrânia como mercenário.
A libertação foi revelada pelo enviado especial do governo Trump, Steve Witkoff, durante encontro com o presidente russo, Vladimir Putin , em São Petesburgo. Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump , confirmaram depois.
O professor do estado de Michigan foi condenado a quase sete anos de prisão após um julgamento a portas fechadas, em 2024. Segundo os promotores russos, ele assinou um contrato com as Forças Armadas ucranianas depois que a Rússia enviou tropas para a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Ele teria lutado ao lado dos militares ucranianos até ser capturado, dois meses depois. O governo Biden, à época, disse que Hubbard foi detido injustamente.
Trump celebrou a libertação do professor e disse que havia feito a solicitação em ligação telefônica com Putin na semana passada. O líder norte-americano afirmou que a ação ocorreu sem contrapartida dos EUA, porém também citou o momento de boas relações entre Washington e Moscou causado pela retirada de sanções ao petróleo russo neste mês.
Witkoff agradeceu a Putin durante o encontro pela libertação de Hubbard. "Por sua causa, ele está voltando para casa, para sua família", disse o enviado norte-americano. Putin respondeu que Hubbard estava no aeroporto Pulkovo, em São Petersburgo, após ser libertado.
Enviado presidencial russo Kirill Dmitriev, à direita, cumprimenta o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, no aeroporto internacional nos arredores de São Petersburgo, na Rússia. — Foto: TASS Photo via AP
A libertação acontece em um momento de tensão nas relações entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia. A aliança entre Washington e Kiev enfrenta divergências sobre o apoio com drones, enquanto o governo Trump avança com medidas que beneficiam Moscou.
Witkoff tem tentado, sem sucesso, conduzir Rússia e Ucrânia a um acordo para encerrar a guerra, que completará cinco anos em fevereiro.
Na sexta-feira (16), Trump decidiu suspender sanções contra a Rússia previstas em um projeto de lei aprovado amplamente pelo Congresso americano para apoiar a Ucrânia. A legislação tinha como objetivo atingir o fluxo de recursos financeiros que financia a guerra russa.
A decisão representou uma mudança de posição e ocorreu após Trump anunciar um acordo para importar diesel russo.
A iniciativa busca, em uma tentativa considerada improvável, conter os altos preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para o próximo mês.
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