Carimbó indígena em Alter do Chão alerta para impactos na Amazônia | G1
Apresentação do grupo "Capivaras do Carimbó", liderado pelo Mestre Juvenal, ocorre nesta quinta-feira (10) no Espaço Cultural Banzeiro. Projeto também terá programação em Monte Alegre.
Grupo "Capivaras do Carimbó" — Foto: Redes sociais
O projeto "Tapajós Vivo: Espetáculo Indígena de Carimbó" realiza uma apresentação gratuita nesta quinta-feira (10), às 19h30, no Espaço Cultural Banzeiro, em Alter do Chão, Santarém , no oeste do Pará.
Liderado pelo grupo Capivaras do Carimbó, sob a direção do Mestre Juvenal, o espetáculo une música e dança tradicional para alertar sobre os danos sociais e ambientais causados pela dragagem e por grandes empreendimentos na região amazônica. A iniciativa busca usar a arte para fortalecer a identidade indígena e a defesa do território Tapajós.
A apresentação conta com sete músicos e quatro dançarinos indígenas. O grupo mistura o carimbó tradicional "pau e corda" com expressões corporais cênicas modernas. O projeto é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).
Mestre Juvenal e as Capivaras do Carimbó
O grande destaque do espetáculo é Juvenal Imbiriba dos Anjos, o Mestre Juvenal, indígena do povo Tupaiú, da Aldeia Surisawa. Ele foi reconhecido oficialmente como mestre de carimbó pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2015.
Com trajetória iniciada aos 16 anos, Mestre Juvenal repassa o conhecimento do ritmo pela oralidade. O grupo Capivaras do Carimbó é formado por ele e seus seis filhos. Entre suas composições mais famosas está o “Carimbó do Arapiuns”, premiada em 2008 no programa Amazônia Viva, da Rádio Rural.
O espetáculo já passou pela Aldeia Surisawa na última terça (8) e agora segue para as próximas etapas:
Quinta-feira (10/10), às 19h30: Alter do Chão, no Espaço Cultural Banzeiro.
Sábado (12/10), às 19h30: Monte Alegre, na Praça da Matriz.
De acordo com a organização, todas as apresentações contam com medidas de acessibilidade, como: Rampas de acesso e banheiros adaptados; áreas reservadas para idosos e pessoas com deficiência; divulgação em linguagem simples e registros em vídeo com legendas.
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