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Morte de estudante em Taubaté: protesto pede justiça após soltura | G1

Jovem de 23 anos foi morto a tiros após uma discussão de trânsito; bombeiro suspeito do crime recebeu liberdade provisória nesta quinta-feira (1º).

· 538 words

Estudantes, amigos e familiares de Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, fizeram um protesto na noite desta quinta-feira (1º), em Taubaté (SP), para pedir justiça pela morte do estudante de medicina.

A manifestação aconteceu na Rua Doutor Emílio Winther, em frente a uma praça que fica diante da Faculdade de Direito de Taubaté. Durante o protesto, os manifestantes ocupavam a rua nos momentos em que o semáforo fechava e gritavam “Justiça!”.

Bruno foi morto a tiros na manhã de quarta-feira (30), após uma discussão de trânsito na Avenida do Povo, em Taubaté. O suspeito é o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos.

Estudantes, amigos e colegas de Bruno fazem protesto em Taubaté após morte. — Foto: Bruna Capasciutti/Rede Vanguarda

O protesto aconteceu no mesmo dia em que o corpo do estudante foi enterrado em Jacareí. Familiares, amigos e colegas participaram do sepultamento. Bruno era descrito por pessoas próximas como uma pessoa alegre, engraçada e otimista. Ele era casado e pai de um bebê.

Estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito em Taubaté. — Foto: Arte g1

Bruno era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau). Ele estava dirigindo quando se envolveu em uma discussão de trânsito com o bombeiro. Um vídeo mostra Bruno correndo pela rua logo depois de ser baleado.

Segundo a polícia, foram feitos de quatro a cinco disparos. Bruno foi atingido, correu por alguns metros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o depoimento, o bombeiro desceu do carro e começou a gritar com Bruno. Depois, teria dado três cotoveladas no vidro do veículo até quebrá-lo. Na sequência, teria efetuado os disparos.

Ainda de acordo com a testemunha, Bruno permaneceu dentro do carro, com os vidros fechados, e não teria discutido ou feito nenhum movimento para sair do veículo. No carro de Bruno, a polícia apreendeu um canivete.

Bruno Hashimura San Juliano — Foto: Reprodução

O advogado Claudio Rodrigues, que defende o bombeiro, apresentou outra versão para o que aconteceu.

Segundo a defesa, o primeiro contato entre os dois ocorreu ainda no túnel de entrada de Taubaté. O estudante teria xingado e ameaçado a esposa de Marcos com um objeto que parecia ser uma arma.

Os dois teriam se encontrado novamente pouco depois, na região da Avenida do Povo, quando os carros pararam em um semáforo.

A defesa afirma que o bombeiro, que também é policial militar, desceu do veículo armado e se identificou como policial para abordar Bruno. Segundo o advogado, o militar teria feito isso por temer uma possível abordagem ou assalto.

Ainda de acordo com a defesa, quando Marcos se aproximou do carro, o vidro teria estourado e Bruno teria voltado a fazer ameaças. O advogado afirma que foi neste momento que o bombeiro efetuou os disparos.

A investigação ainda busca esclarecer a dinâmica da discussão e o que aconteceu nos momentos que antecederam os tiros . O Corpo de Bombeiros lamentou a morte de Bruno. A corporação informou que o militar está em licença sem vencimentos e não exercia funções na região do Vale do Paraíba. A investigação continua.

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Tuesday, October 27, 2026

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