Elizabete Arrabaça vai a júri por morte da filha envenenada em SP | G1
Elizabete Arrabaça responde pela morte de Nathália Garnica em fevereiro de 2025.
Elizabete Arrabaça diz que filha mais velha mentiu em depoimento que investiga morte de Nathália Garnica, em Pontal (SP) — Foto: Reprodução/TJSP
Segundo a acusação, o crime foi cometido em fevereiro de 2025. A ré responde por homicídio qualificado e fraude processual em concurso material.
Na fase de instrução do processo, Elizabete jurou ser inocente . "Eu juro por Pai, Filho e Espírito Santo que eu sou inocente. Tudo isso é mentira. Eu sou inocente. Eu sou inocente. Com essa luz, eu quero que me cega se eu tiver mentindo".
Elizabete está presa na Penitenciária de Tremembé desde 20 de agosto do ano passado, por conta da morte da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues.
Nathália e Larissa foram mortas com um veneno popularmente conhecido como 'chumbinho', mas as substâncias administradas para cada uma das vítimas são diferentes, de acordo com laudos toxicológicos.
Os processos correm separadamente, uma vez que os crimes foram em cidades diferentes (Nathália morreu em Pontal e Larissa, em Ribeirão Preto). Os julgamentos ainda não têm data para ocorrer.
Nathalia Garnica é irmã de médico suspeito de matar Larissa Rodrigues e morreu um mês antes da professora — Foto: Arquivo pessoal
Nathália Garnica morreu aos 42 anos, no dia 9 de fevereiro de 2025 , em Pontal, onde morava. Um dia antes, Elizabete Arrabaça esteve com a filha na casa dela. À época, o boletim de ocorrência chegou a ser registrado como morte natural.
Quando as investigações sobre a morte da cunhada, Larissa Rodrigues, começaram, um laudo toxicológico apontou que a professora tinha sido envenenada com chumbinho.
Como o intervalo de tempo entre os dois casos era curto, a polícia passou a investigar também a morte de Nathália. No dia 23 de maio, o corpo dela foi exumado para ser analisado.
No dia 17 de junho, o laudo toxicológico confirmou que Nathália também tinha morrido envenenada por chumbinho.
Por conta da similaridade dos casos e também por ter sido a última pessoa a estar com as duas vítimas, Elizabete, que já era investigada pela morte da nora, Larissa, passou a ser investigada pela morte da filha, Nathália.
Corpos de Nathalia Garnica e Larissa Rodrigues estão sepultados no mesmo túmulo, em Pontal (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
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