Candidata perde Enem após atraso de ônibus em Cuiabá e adia sonho | G1
Waldylea das Dores Ferreira Moraes voltou a fazer o exame após 14 anos em 2025, mas não conseguiu ingressar na universidade. Neste domingo (8), ela chegou depois do fechamento dos portões.
Da esquerda à direita: candidata Waldylea Moraes em 2026 e em 2025, no mesmo local de prova em Cuiabá — Foto: Andrey Bonfim e Fernanda Deamo/g1
A candidata Waldylea das Dores Ferreira Moraes, de 69 anos, perdeu o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, neste domingo (8), em Cuiabá, após chegar atrasada ao local de prova por causa da demora de um ônibus . Ela tentava novamente uma vaga no curso de Biomedicina, depois de não conseguir ingressar na universidade no ano passado.
Moradora do bairro Jardim Vista Alegre, Waldylea contou que saiu de casa com antecedência, mas ficou esperando a linha 410 no Centro de Cuiabá . Segundo ela, o ônibus demorou mais do que o planejado, o que a impediu de chegar antes do fechamento dos portões.
"Cheguei atrasada por causa do 410. Fiquei esperando ele lá no Centro de Cuiabá. Apareceu vazio e só tinha eu dentro do ônibus. Eu sei dos horários, já sei que é padrão de Brasília e de Cuiabá, mas infelizmente não deu", relatou.
A Prefeitura de Cuiabá informou que, além da tarifa gratuita, disponibilizou 12 ônibus extras para atender os candidatos que fariam o Enem neste domingo. O g1 entrou em contato com a Associação Mato-Grossense dos Transportes Urbanos (AMTU) para saber se houve alguma intercorrência devido à demora relatada pela candidata, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A história de Waldylea já havia sido contada pelo g1 durante o Enem de 2025. Na ocasião, aos 68 anos, a fisioterapeuta chegou antes da abertura dos portões para fazer o exame pela primeira vez em 14 anos , com o objetivo de realizar o sonho de se tornar biomédica.
Apesar da tentativa, ela não ingressou na universidade. Segundo Waldylea, na época, também estava trabalhando e não queria deixar o emprego. A candidata contou que já fez diversos cursos, incluindo formações em microempreendedorismo, microempresa e turismo na antiga Escola Técnica Federal.
Mesmo com a frustração de não conseguir entrar no local de prova neste domingo, ela garantiu que não pretende abandonar o sonho de estudar biomedicina. "Ano que vem estamos aí de novo" , afirmou.
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