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Tuesday, September 22, 2026

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Irã e EUA dizem estar abertos a negociar acordo em encontro na ONU | G1

Segundo alto funcionário iraniano, Teerã está disposto a reabrir o Estreito de Ormuz em 7 dias se os EUA suspenderem bloqueio aos portos iranianos e reduzirem pressão militar.

· 650 words

O Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos , disse um alto funcionário iraniano à agência de notícias Reuters, nesta terça-feira (22).

Segundo a fonte oficial, que falou de forma anônima, a delegação iraniana que viajou para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, tem plena autoridade para retomar as relações diplomáticas com os Estados Unidos.

Esta semana, o Irã entregou aos EUA, por meio de mediadores, uma nova proposta de acordo para dar fim às hostilidades entre os dois países .

"Os EUA precisam anunciar que desejam resolver a questão diplomaticamente, oficializar isso e, em seguida, concordar com um cronograma para o andamento do processo. A Assembleia Geral da ONU é uma oportunidade de ouro para os EUA retomarem a diplomacia", disse o funcionário, acrescentando que Teerã acolheria com satisfação uma retomada das relações diplomáticas caso Washington tomasse medidas concretas.

Em entrevista à emissora NBC, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou estra "aberto a uma reunião com o Irã na ONU". Afirmou, porém, que não havia nada agendado.

"Estamos abertos a isso. Não acho que nada esteja agendado neste momento, mas certamente estamos abertos a algo assim, especialmente se tiver perspectivas de levar a algo positivo e, em última análise, alcançar o objetivo de tudo isso. E esse é o fato: o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear. Simplesmente não pode", falou Rubio em entrevista ao programa "Today".

À Reuters, a autoridade iraniana também disse que não havia previsão de encontro entre o presidente do país, Masoud Pezeshkian, que deixou Teerã rumo a Nova York na manhã desta terça, com o presidente americano, Donald Trump .

Em um vídeo divulgado durante o voo a caminho do evento, Pezeshkian falou sobre sua expectativa e criticou Washington:

"Espero que as pessoas no mundo tomem conhecimento dos comportamentos injustos que estão ocorrendo na região e que a assembleia, realizada sob o lema confiança, devolva a confiança ao mundo e trabalhe pelo fim da guerra e do derramamento de sangue. Falaremos sobre o sofrimento das nossas crianças em Minab e Lamerd, e sobre a selvageria dos responsáveis por esses crimes; um ser humano não pratica atos como esses, e esses comportamentos são lamentáveis".

Barcos no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã — Foto: REUTERS/Stringer

Irã ameaça retaliar 'sem qualquer limitação' caso volte a ser atacado

No domingo (20), o Irã disse ter recebido informações de que os Estados Unidos estariam se preparando para retomar os bombardeios contra o Irã e ameaçou retaliar "sem qualquer limitação" contra alvos norte-americanos no Oriente Médio caso isso aconteça.

O alerta veio do Comando Militar Central do regime iraniano após a imprensa dos EUA ter reportado nos últimos dias que o governo Trump estaria se preparando para uma nova escalada contra o Irã na guerra que os dois países travam há mais de seis meses.

"Qualquer ataque dos EUA [contra território iraniano] levará a uma retaliação iraniana sem quaisquer limitações ou considerações contra bases e interesses dos EUA [no Oriente Médio ", afirmou o Comando Militar Central iraniano em comunicado.

Teerã disse ainda que essa possível nova escalada seria feita "com o sinal verde de alguns países" do Oriente Médio , e disse ainda que essas nações envolvidas nos ataques dos EUA serão consideradas partes do conflito e "não devem esperar contenção por parte das Forças Armadas iranianas".

Ao mesmo tempo em que há expectativas para uma retomada dos combates em ampla escala, o Irã enviou no sábado aos Estados Unidos uma nova leva de exigências para o fim da guerra no Oriente Médio, em busca de retomar as negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo que está "decidindo se explode o Irã inteiro ou não" e prometeu que "grandes coisas acontecerão em um futuro não tão distante".

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