Irmã de Deolane Bezerra incentiva fãs a enviarem cartas a presídio | G1
Em vídeo nas redes sociais, Daniele Bezerra explicou que a advogada recebe as correspondências enviadas à penitenciária de Tupi Paulista (SP). Influenciadora está presa preventivamente desde maio, no âmbito da Operação Vérnix.
Daniele Bezerra, irmã da advogada e influenciadora Deolane Bezerra , incentivou os seguidores a enviarem cartas para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP), onde a familiar está presa desde maio, por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela explicou que Deolane recebe e lê todas as mensagens e também as guarda. Confira no vídeo.
Segundo Daniele, a influenciadora recebeu telegramas com mensagens de aniversário, carinho e orações. Ela também contou que outras pessoas demonstraram preocupação por não saberem se as correspondências chegavam até Deolane.
Irmã de Deolane Bezerra (à esq.), Daniele (dir.) incentiva fãs a enviarem cartas à influenciadora presa em Tupi Paulista (SP) — Foto: Arquivo e Redes sociais/Reprodução
"Ela está recebendo todos os telegramas, todas as cartas. A unidade [prisional] entrega, ela lê e guarda com muito carinho, até o dia que ela possa trazê-los aqui para fora", informou.
Daniele ainda esclareceu que não é necessário enviar telegramas, que costumam ter um custo mais alto. De acordo com ela, as cartas convencionais também são entregues à unidade prisional, mas demoram um pouco mais para chegar.
"A diferença entre a carta e o telegrama, é porque o telegrama chega mais rápido, no outro dia, no máximo dois dias, a unidade já entrega. Porém, as cartas também são entregues. A diferença é que as cartas demoram um pouco mais para chegar até a penitenciária", explicou.
Deolane Bezerra é presa acusada de lavar dinheiro para o PCC; — Foto: Reprodução
Correspondências nas unidades prisionais
Desse total, 539.818 foram correspondências enviadas por pessoas privadas de liberdade, enquanto 431.769 foram recebidas . A coordenadoria reúne 36 complexos e unidades prisionais, dos quais o presídio de Tupi Paulista faz parte.
Em 2025, foram registradas 625.345 correspondências enviadas e 512.400 recebidas . Já em 2024, os números foram de 637.978 e 530.957 , respectivamente.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), as correspondências passam por procedimentos de segurança.
As cartas são recebidas pela portaria e pela área de segurança, que verificam a identificação de remetentes e destinatários e realizam inspeções físicas. Caso sejam identificadas irregularidades, podem ser adotadas medidas administrativas.
Deolane Bezerra escreveu carta da penitenciária — Foto: Reprodução
No fim de agosto, a Justiça decidiu manter a advogada e os demais réus presos . Na época, a defesa de Deolane classificou a decisão como “desnecessária, ilegal e desproporcional”.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a organização criminosa era dividida em três núcleos: o decisório, integrado pelo chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho , e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior ; o operacional; e o financeiro - segundo a acusação, Deolane integra esse último grupo.
Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmam que Deolane seria " a principal integrante do núcleo financeiro , responsável por ocultar e dissimular recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias vinculadas a ela e às suas empresas, além de converter esses valores em bens de alto valor econômico".
Outro argumento apresentado pelo Gaeco é que dois dos denunciados, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, continuam foragidos, o que, na avaliação da Promotoria, reforça a necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal.
A defesa de Deolane Bezerra alega que a cliente é inocente e que não possui vínculos com a organização criminosa.
Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no oeste paulista — Foto: Reprodução/Delolane Bezerra/Instagram - Divulgação/SAP
Segundo a denúncia, os investigados integrariam uma organização criminosa voltada à ocultação e à dissimulação de recursos provenientes de atividades ilícitas atribuídas ao PCC.
De acordo com o Ministério Público, análises de documentos fiscais, bancários e relatórios técnicos apontariam movimentações de grandes quantias de dinheiro e a conversão desses recursos em ativos com aparência de origem legal. A acusação sustenta ainda que o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", para esconder a origem do dinheiro.
Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, por unanimidade, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane . Na ocasião, a relatora, desembargadora Renata Cantello, afirmou que as alegações apresentadas pela defesa e por relatório da OAB-SP representavam "meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna", sem demonstrar ilegalidade na prisão preventiva nem justificar sua substituição por prisão domiciliar.
Deolane Bezerra chega à Penitenciária de Tupi Paulista (SP) — Foto: Aceituno Jr./TV TEM
Naquele momento, a defesa de Deolane Bezerra diz que recebe a decisão de manutenção da prisão preventiva com surpresa, já que a prisão é manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional.
Informa que sua cliente é inocente, não possuindo vínculo nenhum com organização criminosa, e que sua movimentação financeira é decorrente de atividades empresariais lícitas e de honorários advocatícios, conforme será devidamente comprovado durante a instrução probatória.
A defesa reitera sua confiança nas instituições e continuará adotando todos os instrumentos cabíveis para restabelecer a liberdade.
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