Vestibular 2027: vale a pena estudar do zero na reta final? | G1
Educador recomenda priorizar estratégia, revisão de temas recorrentes e equilíbrio emocional em vez de tentar aprender todas as matérias às vésperas das provas.
Jovem escrevendo em caderno — Foto: Fundação Casa/Divulgação
Com a proximidade do vestibular da Unicamp e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a preparação para as provas entra na reta final. Neste momento, mais importante do que tentar estudar todos os conteúdos em pouco tempo, o mais indicado é organizar uma estratégia final de preparação .
A dica é de Lucas Ziling, diretor do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, em Campinas (SP). Ele explica que a ansiedade costuma aumentar conforme os exames se aproximam e muitos alunos tendem a pensar que precisam aprender do zero tudo que não conseguiram ao longo do ano.
💡 No entanto, o educador recomenda focar em uma revisão final, aliada ao cuidado da própria mente, o que inclui (veja mais detalhes nesta reportagem) :
conhecer o perfil da prova e priorizar os conteúdos mais cobrados;
usar provas anteriores para identificar o que precisa ser reforçado;
acompanhar as atualidades e buscar informações em fontes confiáveis;
montar uma estratégia de estudo considerando seus pontos fortes e dificuldades;
cuidar do emocional, do descanso e do sono na reta final.
"Quando eu digo que não é bom você estudar conteúdo do zero, se você para pra estudar todos os conteúdos que você não estudou durante o ano, você vai ficar maluco", comenta.
📚 Esta reportagem compõe o projeto Vestibulou , uma parceria do g1 Campinas com a EPTV para divulgar informações relacionadas aos principais vestibulares e ajudar na preparação dos estudantes.
Segundo Ziling, o primeiro passo é conhecer bem o perfil da prova que será realizada . Cada vestibular tem características próprias e costuma cobrar determinados conteúdos com mais frequência.
"Você entende quais são os tópicos que mais aparecem. E aí, se algum desses tópicos você realmente não souber, você para pra estudar do zero, mas aí você vai estar parando com direção", explica.
O diretor afirma que a análise de provas anteriores ajuda a identificar pontos que exigem reforço na preparação.
Ziling também recomenda que os estudantes acompanhem temas da atualidade . Segundo ele, ler reportagens e buscar informações de fontes confiáveis ajuda a ampliar o repertório e a desenvolver uma visão crítica.
O diretor ressalta que assuntos ligados à saúde pública, à geopolítica e a acontecimentos de grande repercussão podem aparecer nas provas.
"Coisas que provavelmente aparecerão nas provas são o mundo real. [...] Assuntos que estouraram na mídia, que seja uma questão de saúde pública ou que sejam algo muito importante da geopolítica", diz.
Para Ziling, a aprovação depende de três pilares: conteúdo, estratégia e equilíbrio emocional. Os dois primeiros, segundo ele, consistem em traçar uma rota para a prova, considerando os pontos fortes e as dificuldades de cada aluno e definindo como se preparar para o vestibular.
Porém, o diretor ressalta que o nervosismo excessivo pode prejudicar o desempenho, mesmo de alunos bem preparados. "Então, eu acho de extrema importância que os vestibulandos entendam que descansar é fisiológico, é necessário, não é uma recompensa por estudar, tá?", explica.
Além de manter uma rotina de estudos, ele recomenda que os alunos descansem adequadamente e priorizem uma boa qualidade de sono . O educador lembra que o vestibular é importante, mas não define o valor de uma pessoa nem encerra suas oportunidades futuras.
"É realmente desafiador, mas o que o vestibular traz é algo que a vaga na faculdade, isso eles vão levar para o resto da vida, esse curso. Então, é importante que eles entendam que, se não der esse ano, tem ano que vem; vestibular tem todo ano e que ninguém precisa desistir dos sonhos por encontrar um obstáculo", finaliza.
*Estagiária sob supervisão de Yasmin Castro.
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