Implantes anticoncepcionais: uso cresce 553% em Campinas após ampliação do acesso na rede pública | G1
Município realizou 2.423 procedimentos no 1º semestre de 2026, quase o mesmo total registrado em todo o ano anterior; método passou a ser oferecido a todas as mulheres em idade fértil.
A rede municipal de saúde de Campinas (SP) registrou aumento de 553,1% na aplicação de implantes anticoncepcionais no primeiro semestre de 2026, após ampliar o acesso ao método para todas as mulheres em idade fértil desde o fim de 2025.
Entre janeiro e junho, foram realizados 2.423 procedimentos , volume 6,5 vezes maior que as 371 inserções registradas no mesmo período do ano anterior.
🔎 O implante contraceptivo é um método de longa duração inserido sob a pele do braço que libera hormônios gradualmente e previne a gravidez por até três anos.
Segundo a Secretaria de Saúde, o crescimento acompanha a mudança nos critérios de oferta do procedimento, que antes era destinado a grupos específicos, como adolescentes e pacientes com contraindicação ao estrogênio.
Campinas (SP) registrou aumento de 553% nas aplicações de implantes anticoncepcionais após ampliar acesso pela rede pública no final de 2025 — Foto: Fernanda Sunega/PMC
Os números mostram uma aceleração da procura pelo método. Apenas nos seis primeiros meses de 2026, Campinas já registrou quase o mesmo número de implantes aplicados durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 2.449 procedimentos.
"O implante é seguro, eficaz e reversível. Ao ampliar o acesso, a rede permite que cada mulher escolha, com orientação, o método que melhor combina com a sua vida", afirma a coordenadora da área da Saúde da Mulher de Campinas, Miriam Nobrega.
📊 O maior público tem entre 20 e 30 anos. Esse grupo respondeu por 971 do total de implantes colocados no semestre no SUS na metrópole.
""Acredito que seja mais essa questão mesmo da ampliação e das mulheres estarem mais protagonistas nesse cuidado do seu planejamento familiar, estar no mercado de trabalho, no estudo, que está crescendo economicamente, socialmente, que ela não deseje uma gravidez nesse momento. Ele é mais eficaz que uma loqueadura e vasectomia", explica Miriam.
A comerciante Estefânia Alves, de 41 anos decidiu colocar o implante anticoncepcional e como decidiu não ter mais filhos, entendeu que era o momento exato de buscar a solução.
"Fui ao médico, ao ginecologista, e ele me indicou o Implanon. Eu fiquei sabendo que tinha disponível no SUS e decidi ir atrás no posto aqui do meu bairro e deu tudo certo. Foi muito rápido, em dolor, e eu estou adorando. Indico para todas as mulheres que precisam de um método eficiente", afirmou.
Para ter acesso ao procedimento e receber orientação do Grupo de Planejamento Familiar, as interessadas devem procurar o centro de saúde mais próximo.
Além do implante subcutâneo, a rede municipal de Campinas oferece gratuitamente outras opções:
Dispositivo intrauterino (DIU) de cobre e hormonal;
Anticoncepcional oral e injetável (mensal e trimestral);
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