Quem era o defensor público que morreu aos 49 anos no Acre | G1
Com trajetória no MP, na OAB e na Defensoria Pública, Cássio era descrito por colegas como um profissional ético, dedicado e atento às pessoas. Ele morreu após luta contra câncer.
Cássio de Holanda Tavares morreu após luta contra o câncer aos 49 anos em Rio Branco — Foto: Arquivo/DPE-AC
Cássio de Holanda Tavares construiu uma trajetória de mais de duas décadas ligada ao serviço público e ao sistema de Justiça do Acre. Defensor público desde 2005, ele também trabalhou no Ministério Público do Acre (MP-AC) e teve atuação na Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Acre (OAB-AC).
Cássio morreu na última quinta-feira (27), em Rio Branco , após luta contra o câncer. Instituições onde ele trabalhou e colegas de profissão prestaram homenagens e destacaram tanto a atuação profissional quanto a maneira como ele se relacionava com as pessoas.
A Defensoria Pública do Acre (DPE-AC) decretou luto oficial de três dias e suspendeu o expediente regular na última sexta-feira (28). O atendimento ao público deve ser retomado na segunda-feira (31).
Formado em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, Cássio começou a construir sua trajetória profissional no Acre no Ministério Público.
Entre 2002 e 2005, trabalhou como servidor do MP. Nesse período, também passou pelo assessoramento jurídico da instituição.
Em 2005, ingressou na Defensoria Pública. Foi na instituição que desenvolveu a maior parte da carreira e atuou principalmente na área criminal, chegando a coordenar o setor.
Ao longo de mais de 20 anos na DPE, participou do atendimento e da defesa de direitos da população acreana. Para a instituição, Cássio deixou como marca o compromisso com a missão da Defensoria e a atenção dispensada às pessoas que procuravam o serviço público.
"Defensor público vocacionado, Cássio fez da defesa dos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade uma missão profissional. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a instituição, pela dedicação ao trabalho e pelo zelo no exercício da função pública", complementou o órgão.
Cássio de Holanda Tavares morreu aos 49 anos na última quinta-feira (27), em Rio Branco — Foto: Arquivo/DPE-AC
A trajetória de Cássio também esteve ligada à advocacia acreana. Ele exerceu o cargo de secretário-geral adjunto da OAB-AC em dois períodos: de 2013 a 2015 e de 2016 a 2018.
A entidade destacou que, durante sua passagem pela direção da Ordem, Cássio participou da vida institucional da OAB e contribuiu para ações relacionadas à advocacia, à cidadania e ao sistema de Justiça.
"Ao longo de sua caminhada, construiu relações de respeito e amizade, deixando sua contribuição registrada na história da advocacia e das instituições jurídicas do Acre", disse.
Simone Santiago destacou legado e profissionalismo de Cássio de Holanda Tavares, que morreu aos 49 anos em Rio Branco — Foto: Reprodução/Instagram
Além do currículo profissional, as homenagens após a morte destacaram características pessoais de Cássio. Simone Santiago, secretária da Mulher do Acre e ex-defensora pública-geral, é amiga de Cássio havia mais de 20 anos e contou, nas redes sociais, que os dois mantiveram uma relação que considerava semelhante à de irmãos.
Simone também lembrou a convivência entre os dois em momentos de alegria e de dificuldade e destacou a postura profissional do defensor, especialmente no atendimento às pessoas mais humildes.
"Meu consolo é saber que você foi morar com Deus, meu amigo. Meu coração está angustiado e vou ficar com muitas saudades de você, mas vou guardar para sempre, com carinho, o grande amigo, o irmão", falou.
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