EUA: jurado dissidente em julgamento de enfermeira quebra o silêncio | G1
Jurado pivô de impasse no julgamento anulado de Lindsay Clancy, que enforcou os 3 filhos, quebrou o silêncio nesta semana sobre o caso. Defesa alega psicose pós-parto, enquanto Promotoria buscava condenação por triplo homicídio.
Ao lado de seu advogado, Lindsay Clancy, acusada de homicídio por matar os três filhos, olha ao júri durante julgamento de seu caso, em 1º de setembro de 2026. — Foto: Greg Derr/ Pool via Reuters
O jurado que se tornou o pivô do anulamento do julgamento de Lindsay Clancy, enfermeira que matou os 3 filhos nos Estados Unidos , quebrou o silêncio nesta semana e falou sobre o caso com a mídia norte-americana.
Michael Desronvil afirmou, em declaração enviada ao site NewsNation, que "não tinha dúvidas" de que Clancy era culpada, porém ele indicou sentir que era boicotado por seus colegas durante as deliberações. Ele era o único dos 12 jurados que era a favor de condenar Clancy por triplo homicídio.
“Eu não tive dúvidas [da culpa de Clancy]. Enquanto tentava explicar diferentes teorias possíveis durante a deliberação, eu era constantemente interrompido, como se eu tivesse dúvidas diante das provas apresentadas. Considerando todas as provas físicas, as principais testemunhas e o que a promotoria apresentou, achei que havia provas suficientes de que ela sabia exatamente o que estava fazendo e que havia planejado [o crime]”, disse Desronvil em declaração fornecida ao NewsNation por meio de um porta-voz.
O julgamento de Lindsay Clancy, que matou seus três filhos pequenos por estrangulamento em sua casa em 2023 , foi anulado no início do mês após o júri não ter conseguido chegar à unanimidade para o veredito mesmo após dias de deliberações.
Desde o início, o julgamento de Clansy se tornou famoso nos EUA e impulsionou um debate no país a discussão sobre psicose e outros transtornos pós-parto, com grupos de mulheres se manifestando a favor da enfermeira e defendendo mais atenção à saúde mental das mulheres.
A defesa de Clancy não nega os assassinatos, porém argumenta que ela agiu sob efeito de psicose pós-parto. Já a Promotoria afirma que ela estava consciente de seus atos e busca condená-la por triplo homicídio.
Atualmente, a enfermeira segue presa aguardando uma solução criminal para seu caso, enquanto a Promotoria analisa se apresenta novamente a denúncia para a Justiça para um novo julgamento com um júri novo.
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