Skip to content

Sunday, September 27, 2026

Gigantum.net
World

Único veterano vivo da 2ª Guerra no ES ganha medalha aos 103 anos | G1

Agostinho Ferreira da Silva recebeu a condecoração 'Soldado da Paz', entregue pelos Boinas-Azuis da Organização das Nações Unidas, e ganhou nova versão da medalha 'Sangue do Brasil'. No Brasil, ainda existem 19 combatentes sobreviventes vivos, segundo a FEB.

· 456 words

O último veterano da Segunda Guerra Mundial que mora no Espírito Santo recebeu uma medalha da Organização das Nações Unidas (ONU) na última quarta-feira (23). Agostinho Ferreira da Silva, de 103 anos, é ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), enviada à Itália em 1945.

A solenidade aconteceu no Tiro de Guerra de Guaçuí , no Sul do estado, onde o ex-militar mora. Ele recebeu a condecoração 'Soldado da Paz', concedida pelo presidente e integrantes da Associação capixaba dos Boinas-Azuis, grupo que atua nas Forças de Manutenção da Paz da ONU .

Um vídeo (assista acima) registrou o momento em que Agostinho se emociona ao ser homenageado entre familiares e outros militares. Ao ouvir que "suas lágrimas são de honra, heroísmo, honestidade e patriotismo", o veterano acrescentou outra grande questão que o emocionou: a amizade.

"Muito obrigado pela homenagem. A presença de todos vocês deixou meu coração assim, aberto para todo mundo", agradeceu Agostinho. Segundo a família, ele ficou muito feliz e emocionado também pela pela quantidade de militares de outras regiões que apareceram para vê-lo.

No Brasil, segundo dados do Censo Permamente da FEB, apenas 19 combatentes sobreviventes da Segunda Guerra Mundial foram identificados ainda vivos no país em setembro de 2026.

Agostinho Ferreira da Silva, último veterano da Segunda Guerra Mundial no ES, ganhou medalha da ONU aos 103 anos — Foto: Divulgação/Tiro de Guerra de Guaçuí

Segundo o neto, o advogado Felipe Campos, o avô tem alzheimer, mas em todas as homenagens que ele recebe e o Exército está presente, ele lembra e se emociona.

"O vô sempre foi uma pessoa muito simples e sempre incentivos eu e minha irmã a seguir o caminho dos estudos. Foi muito importante na nossa vida, sempre tivemos ele como um exemplo de caráter", contou.

O veterano também ganhou uma nova versão da Medalha de Guerra 'Sangue do Brasil', recebida ao final da guerra por sua participação e honra.

“Estamos repondo essa medalha, que é a original do senhor e está 'velhinha' pelo tempo. Essa aqui está mais conservada e o senhor vai continuar tendo a honra de levá-la no peito, simbolizando todo o seu sacrifício nos campos de batalha da Itália", disse o militar que aparece no vídeo colocando a nova insígnia no veterano.

De acordo com o site oficial do Museu Virtual da Força Expedicionária Brasileira, a medalha 'Sangue do Brasil' foi criada pelo Decreto-Lei nº 7.709, de 5 de julho de 1945, com o objetivo de homenagear militares brasileiros feridos por inimigos durante as operações na Itália.

Agostinho recebeu a insígnia pela primeira vez após ser atingido por estilhaços de granada em 17 de abril de 1945, quando atuava na região italiana de Castel d'Aiano. Na época, o soldado tinha apenas 22 anos de idade.

Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.