Madeira ilegal no Porto de Santos: Receita apreende 13 toneladas | G1
Carga foi localizada no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, escondida em meio a um carregamento declarado como eucalipto. Empresa exportadora foi multada em R$ 6,68 milhões pelo Ibama.
A Receita Federal impediu a exportação ilegal de 13,3 toneladas de madeira da espécie Dalbergia decipularis , conhecida como sebastião-de-arruda, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
A carga avaliada em R$ 4,3 milhões foi apreendida e está sob custódia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A empresa, que não foi divulgada, acabou multada em R$ 6,68 milhões.
O material estava escondido em meio a um carregamento declarado como eucalipto. A Receita Federal não informou, no entanto, qual era o país de destino da carga nem a origem da madeira.
🪵Sebastião-de-arruda: É uma árvore nativa do Brasil e tem alto valor ornamental. A madeira é usada na fabricação de móveis finos, objetos decorativos, peças torneadas e pisos, segundo o Centro Nacional de Conservação da Flora, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Receita encontra carga de madeira protegida avaliada em R$ 4,3 milhões entre eucalipto — Foto: Divulgação/Receita Federal
A tentativa de exportação foi identificada em 25 de agosto. Um trabalho de inteligência do órgão apontou indícios de que a mercadoria descrita na Declaração Única de Exportação (DU-E) não correspondia ao produto transportado.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram o Sebastião-de-arruda misturado à carga de madeira serrada de Eucalyptus grandi em um contêiner.
A madeira protegida está incluída no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites). Essa classificação exige um controle rigoroso do comércio internacional para evitar riscos à sobrevivência da planta.
O Ibama, que participou da operação, fez a análise técnica que confirmou a identidade da madeira. Após a constatação do crime, a empresa exportadora foi autuada e recebeu uma multa de R$ 6,68 milhões.
A carga de sebastião-de-arruda ficou sob custódia do Ibama, enquanto o eucalipto permaneceu apreendido com a Receita Federal.
A ação teve apoio do programa Leap, conduzido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). A iniciativa capacita agentes públicos para investigar crimes contra a fauna e a flora e amplia a cooperação entre órgãos de fiscalização.
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- Escritório das Nações Unidas
- Apêndice II da Convenção
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