Médicos sem registro de especialista lideram infrações em Sergipe | G1
Anúncio em redes sociais sem a prática de residência ou comprovação é infração ética, de acordo com Cremese.
A busca por tratamentos médicos por meio das redes sociais é uma prática comum, mas que exige atenção dos pacientes. Sobre esse tema, o coordenador da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), Renê Vasconcelos, afirmou, em entrevista ao Bom Dia Sergipe, nesta quinta-feira (8), que a maior parte das denúncias de infrações éticas cometidas por médicos é se intitular especialista sem ter o devido registro.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe que médicos façam anúncios de especialidades sem possuir o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) devidamente cadastrado no Conselho Regional de Medicina (CRM).
Segundo as normas vigentes, a conclusão de cursos livres ou de pós-graduações lato sensu não confere o título de especialista ao profissional. Apresentar-se como especialista sem o devido registro no conselho regional caracteriza infração ética.
"O maior número de infrações, com certeza, é se intitular especialista sem ser, principalmente psiquiatria, emagrecimento, área de atuação que não existe, medicina do canabinoide, que embora tenham várias pós-graduações, mas não existe essa área de atuação. Então assim, a campeã de audiência realmente é se intitular especialista sem ser", declarou Renê Vasconcelos durante a entrevista.
Médico de braços cruzados segurando estetoscópio — Foto: Unsplash/Reprodução
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