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Idosa de 87 anos despejada na Espanha tem oferta para voltar para casa | G1

Governo espanhol aprovou nesta terça (29) medidas para tentar conter crise de habitação, incluindo proibição de despejos até 2030.

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Maricarmen Abascal, idosa espanhola de 87 anos despejada do apartamento onde morava de aluguel, comparece a protesto popular em seu apoio em Madri, na Espanha, em 28 de setembro de 2026. — Foto: Reuters

A idosa espanhola Maricarmen Abascal, que foi despejada na semana passada do apartamento onde morava de aluguel havia sete décadas, recebeu uma oferta para voltar para casa, afirmou nesta terça-feira (29) sua advogada.

Beatriz Duro disse a jornalistas que a UrbaGestion, o fundo que é proprietário do apartamento onde Maricarmen morava, apresentou na noite de segunda-feira uma proposta preliminar de acordo que poderia permitir que a idosa de 87 anos voltasse para casa. Ela está considerando a oferta , acrescentou Duro.

Segundo Duro, o acordo implicaria pagar 30% de sua aposentadoria durante os próximos oito anos, o equivalente a cerca de € 500 por mês, um valor semelhante ao que ela pagava antes do despejo.

"Ela jamais deveria ter sido obrigada a sair", disse Duro. "Espero que este caso sirva para oferecer uma resposta coletiva à crise habitacional."

A movimentação ocorreu após dias de protestos em massa em Madri , capital espanhola, em repúdio ao despejo de Maricarmen.

Mesmo com a oferta na mão, a advogada de Maricarmen criticou a UrbaGestion por ter se recusado, até recentemente, a negociar ou manter conversas com a idosa. Ela também acusou as autoridades locais, regionais e nacionais de não responderem adequadamente ao problema habitacional da Espanha , especialmente aos despejos que deixam pessoas vulneráveis sem uma moradia alternativa.

Centenas de pessoas continuam acampadas nesta terça em uma das principais praças de Madri , a Puerta del Sol, para protestar contra o despejo de Maricarmen e exigindo reformas como o congelamento dos aluguéis e a renovação automática dos contratos sem aumentos abusivos.

Em resposta, o governo da Espanha aprovou nesta terça-feira novas medidas para conter a crise habitacional no país, incluindo uma proibição de despejos até 2030 , regras mais rígidas para aluguéis de curta duração e uma extensão de dois anos para contratos de aluguel já existentes.

"É hora de intervir no mercado imobiliário especulativo e começar a reequilibrar a balança entre os cidadãos e os fundos abutres", disse a ministra da Saúde espanhola, Monica Garcia.

O governo espanhol minoritário terá agora 30 dias a partir da publicação do decreto para chegar a um consenso com seus aliados no Congresso. As medidas serão votadas no Congresso na sexta-feira (2).

O Junts, partido catalão pró-independência que precisaria votar junto com o governo Sánchez para que o decreto fosse aprovado, disse concordar com a interrupção dos despejos abusivos, mas que ainda estava longe de estar de acordo com algumas medidas, como a proteção a pequenos proprietários.

Manifestantes em barracas na praça Puerta del Sol em Madri, na Espanha, protestam contra despejo de idosa de 87 anos em 28 de setembro de 2026. — Foto: REUTERS/Juan Medina

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Monday, October 26, 2026

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