Leishmaniose em Teresina: estudo acha 1,3 mil insetos transmissores | G1
As coletas ocorreram entre agosto e dezembro de 2025. Foram registrados 1.243 insetos na localidade Cacimba Velha e 108 na Terra Nossa.
Pesquisa da UFPI investiga insetos relacionados à transmissão de leishmaniose — Foto: Ascom // UFPI
Mais de 1,3 mil flebotomíneos, insetos associados à transmissão das leishmanioses, foram capturados em duas áreas de Teresina com diferentes históricos de ocupação humana.
O levantamento faz parte de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), que identificou a predominância da espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da leishmaniose visceral no Brasil.
Apesar do achado, os pesquisadores ressaltam que o risco de transmissão da doença não pode ser determinado apenas pela presença desses insetos e que os dados precisam ser analisados em conjunto com informações sobre o parasito, os animais hospedeiros e os casos humanos registrados.
A pesquisa foi realizada pela mestra Karynne Araújo Costa, sob orientação da professora Maria Regiane Araújo Soares. As coletas ocorreram entre agosto e dezembro de 2025, nas localidades Cacimba Velha e Terra Nossa.
Ao todo, 1.351 flebotomíneos foram capturados. Desse total, 1.243 foram encontrados na Cacimba Velha, área de ocupação mais antiga, enquanto 108 foram registrados na Terra Nossa.
Segundo a orientadora do estudo, conhecer as espécies de flebotomíneos presentes no ambiente urbano e periurbano é importante para compreender a dinâmica de transmissão das leishmanioses e auxiliar os serviços de vigilância.
"Conhecer esses insetos e, em especial, as espécies transmissoras de leishmanioses, é fundamental para investigar a dinâmica da transmissão e orientar os serviços de vigilância entomológica", afirmou Maria Regiane.
A pesquisa também apontou o predomínio da espécie Lutzomyia longipalpis nas duas áreas analisadas.
"Observamos o predomínio dessa espécie tanto na Cacimba Velha quanto na Terra Nossa. Isso mostrou que as características ambientais e o histórico de ocupação influenciam diretamente a presença e a abundância desses vetores", explicou Karynne.
Além de mapear a ocorrência dos insetos, o estudo avaliou uma armadilha de baixo custo desenvolvida para captura de flebotomíneos.
O equipamento foi comparado a modelos já utilizados em pesquisas científicas e poderá contribuir para o aprimoramento das ações de vigilância entomológica.
Para os pesquisadores, os resultados ajudam a ampliar o conhecimento sobre a presença desses vetores em Teresina e podem servir de apoio para futuras ações de monitoramento e controle.
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