Justiça começa a liberar armas apreendidas após explosão em apartamento de coronel em Campinas; entenda | G1
Armamentos estavam entre os itens recolhidos após incêndio que revelou arsenal no imóvel; ação penal contra militar segue em andamento.
Vigílio Parra Dias, coronel do Exército, responsável por apartamento que pegou fogo em Campinas. — Foto: Reprodução/TV Globo | Arquivo pessoal
A Justiça autorizou a liberação, até a publicação desta reportagem, de três armas que foram apreendidas após a explosão no apartamento do coronel reformado do Exército Virgílio Parra Dias , em Campinas (SP).
➡ As liberações ocorreram entre fevereiro e agosto deste ano e beneficiaram duas pessoas que apresentaram documentos comprovando que haviam recebido a transferência legal das armas.
A decisão segue uma regra estabelecida pela Justiça em outubro de 2025: armas registradas em nome do coronel poderiam ser liberadas uma a uma , desde que a defesa comprovasse a transferência regular para novos proprietários autorizados a possuir armamento .
🔎 O militar é réu em uma ação penal que apura a explosão ocorrida em 24 de fevereiro de 2024 no apartamento do coronel reformado no Edifício Fênix, no bairro Botafogo. O caso revelou que Parra Dias armazenava pólvora e um arsenal de armas, incluindo pistolas, revólveres, espingardas e fuzis . Ninguém ficou ferido, mas 44 pessoas tiveram que ser retiradas do edifício de rapel .
Apartamento com munições que pegou fogo em Campinas (SP). — Foto: Defesa Civil
A primeira foi uma carabina Rossi Puma, entregue em 5 de fevereiro de 2026 a Álvaro Pinheiro Ferreira.
Depois, em 8 de junho, a Justiça autorizou a entrega de um revólver Taurus calibre .22 para Silvana Moura e Silva.
A terceira arma foi uma espingarda semiautomática Hatsan Escort Magnum calibre 12, também liberada para Silvana em 4 de agosto.
Segundo o processo, a documentação apresentada comprovou que as transferências de propriedade já haviam sido concluídas.
Até o momento, os autos não indicam qual é a relação entre o coronel e as pessoas que receberam as armas. No processo, elas aparecem apenas como compradores habilitados que comprovaram a transferência regular dos armamentos.
A explosão aconteceu na noite de 24 de fevereiro de 2024 em um apartamento do Edifício Fênix, na Rua Hércules Florence, no bairro Botafogo. O incêndio provocou uma série de explosões e levou à evacuação do prédio.
Durante as investigações, policiais encontraram armas, munições, pólvora e equipamentos usados para recarga de munições no apartamento. Segundo a Polícia Civil, Virgílio possuía autorização para 81 armas registradas, mas armazenava 123 armas no apartamento.
Em março de 2025, o Ministério Público denunciou o coronel pelos crimes relacionados à posse irregular de armas e ao incêndio que colocou moradores e patrimônios em risco.
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